SALINAS GRANDES: O DESERTO DE SAL DA ARGENTINA

Confira dicas e informações sobre o segundo maior deserto de sal do mundo

  • Adriana
  • -
  • 11 de abril de 2019
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Muito se fala do Salar de Uyuni, na Bolívia, mas sabia que a Argentina também tem seu próprio deserto de sal? As Salinas Grandes, como são conhecidas, são o segundo maior deserto de sal do mundo: de lá, são exportados cerca de 1 milhão de toneladas de sal anualmente.

Ainda assim, ele ainda não é tão visitado quanto seu vizinho boliviano.

Mas com o crescimento do turismo na região noroeste da Argentina – conhecida como NOA – isso deve mudar logo. As Salinas são um ótimo passeio para incluir no seu roteiro por Jujuy e Salta ou até mesmo por um roteiro maior, explorando o melhor das belezas naturais da América do Sul.

Formas aleatórias no piso de sal - Salinas Grande Salta e Jujuy
As clássicas formações no chão dos desertos de sal

Vem saber mais sobre as Salinas Grandes e prepare-se para incluir esse passeio no seu roteiro.

Se você vai para o norte da Argentina, é bom se preparar para o ‘soroche’ – o mal de altitude – que pode ser causado pela diminuição de oxigênio acima dos 3.000 metros. Portanto, faça um seguro viagem antes de embarcar. Recomendamos pesquisar seu seguro pela Segurospromo, um site que compara preços e dá uma enorme variedade de opções. Aproveite para usar nosso código EMALGUMLUGAR5 e ganhar 5% de desconto!

Onde fica Salinas Grandes

As Salinas Grandes ficam localizadas na região noroeste da Argentina, na província de Jujuy. Para chegar até lá, é preciso atravessar a Ruta 52, que conecta a Argentina ao Deserto do Atacama. As Salinas também fazem fronteira ao sul com a província de Córdoba, ao norte com as províncias de Santiago del Estero e Catamarca, e ao oeste com a Província de La Rioja

A formação das Salinas Grandes

Assim como boa parte dos desertos de sal pelo mundo, as Salinas Grandes tiveram início como um grande lago de água salgada entre 5 e 10 milhões de anos atrás.

O processo natural de evaporação levou a água embora, mas a camada de sal, de origem vulcânica e com 30cm de espessura, permaneceu, sendo hoje uma das principais fontes de renda da região.

Como chegar em Salinas Grandes

Chegando na Argentina

Os aeroportos mais próximos de Salinas Grandes são o de Salta (SLA) e o de Jujuy (JUJ). A Aerolíneas possui voos diretos de São Paulo e Campinas até Jujuy, mas para Salta é preciso fazer conexão (dica: voar até Salta também costuma ser mais em conta).

Salinas Grandes por conta própria

Partindo de Salta ou Jujuy

Uma vez em Salta ou em Jujuy, é fácil chegar nas Salinas Grandes se você alugar um carro. Infelizmente, não rola conhecer as Salinas Grandes de transporte público, que na região é bem escasso ou inexistente.

Se quiser alugar um carro para conhecer a região, sugiro fazer uma busca de preços no site Rentcars.

Vale dirigir com cautela, já que as estradas têm muitas curvas – e algumas ficam na beira de precipícios. Nós dirigimos por aqui e não achamos nada muito complicado ou assustador.  

Ao chegar na entrada das Salinas Grandes, você deverá pagar ARS 250 para visitar as Salinas. Não é permitido circular por lá sozinho: é preciso ir seguindo um guia, que vai dirigindo outro carro. Ele faz paradas em alguns pontos para tirar fotos e dar explicações sobre o local.

Foto da estrada em meio a Salinas Grandes - Salinas Grande Salta e Jujuy
Foto: GerthMichael / CC BY-SA 3.0

Partindo de Purmamarca

Também é possível pernoitar em Purmamarca e fazer o tour por Salinas Grandes na manhã seguinte. Pegue uma van ou um remis (espécie de carro particular) de Purmamarca até o Salar, o percurso leva pouco mais de uma hora. A van custa ARS 300, enquanto os remisses custam ARS 1200 – ideal para quem viaja em grupo e pode dividir os custos. Ambos saem do terminal de ônibus de Purmamarca.

Chegando em Salinas Grandes, você deverá pagar cerca de ARS 300 para fazer a excursão pelo Salar em um carro com guia (o valor pode ser dividido com outros passageiros).

De excursão

Caso você não queira dirigir, há muitas opções de tours saindo de Salta e Jujuy todos os dias. Prepare-se para pagar algo em volta de USD 70 pelos tours mais simples e USD 100 pelos tours mais completos, que incluem também alimentação e uma parada em Purmamarca para ver o Cerro 7 Colores.

Como é o passeio pelas Salinas Grandes

O ideal é começar seu tour para Salinas Grandes bem cedo. O legal é que o próprio caminho até lá é uma atração por si só, então não tem momento de tédio dentro do carro.

Um exemplo disso é a Cuesta Del Lipan, a estrada que liga Purmamarca até Salinas Grandes. Com pouco mais de 15km de extensão, a estrada tem uma inclinação constante, saindo de 2.192m de altitude até 4.170m em poucos minutos, até descer novamente e estabilizar em 3.450m de altitude.

Para quem quiser fazer uma parada e curtir o visual curioso, há um mirante ao longo da estrada. Não deixe de procurar as lhamas e vicunhas selvagens que estão sempre por ali também.

As Salinas, é claro, são o ponto principal desse passeio. Sua experiência vai depender em grande parte da época do ano – época de seca ou época de chuvas – mas vai ser igualmente incrível. Uma boa dica é já pesquisar e planejar suas fotos antes de chegar lá, já que a parada não costuma levar muito mais que 40 minutos.

Carro particular no passeio pelas Salinas - Salinas Grandes Salta e Jujuy
Foto: AHLN / CC BY 2.0
Dri em meio a cortes feitos no chão de sal - Salinas Grande Salta e Jujuy
Observando um pouco as janelas feitas nas Salinas para retirada do Sal

Um ponto interessante de Salinas Grandes são os Ojos del Salar, que são piscinas naturais com águas turquesas bem no meio do deserto branco de sal. Os piletones também chamam atenção: no caso, são piscinas artificiais criadas pelos trabalhadores na extração do sal.

Foto de uma laguna em meio ao deserto de Sal - Salinas Grande Salta e Jujuy
Ojos del Salar. As Lagunas em meio ao deserto de sal.

Para quem vai de excursão, algumas empresas ainda incluem no seu roteiro a pequena cidade de San Antonio de Los Cobres, que fica bem ao norte do país, na região da Puna Argentina. É uma típica cidadezinha andina com casas feitas de adobe, sendo uma boa parada para fazer um lanche ou usar o banheiro.

Se você estiver saindo de Salta ou Jujuy, outro lugar que poderá  visitar no mesmo dia é Purmamarca, com o lindíssimo Cerro de los 7 Colores.

Melhor época para visitar Salinas Grandes

Por se tratar de uma região desértica, o clima na Salinas Grandes tem grandes amplitudes térmicas, ou seja, pode fazer muito frio e muito calor no mesmo dia. No verão, os dias chegam facilmente aos 45ºC, enquanto no inverno a mínima pode chegar a -15ºC.

O período entre janeiro e março é o melhor para ver as Salinas Grandes alagadas com as águas das chuvas e, como consequência, o efeito espelhado. Para quem prefere viajar durante a época das secas – ótimo para fotos em perspectivas – programe a visita entre maio e dezembro (se possível, evite junho e julho, os meses mais frios)

Dicas para visitar Salinas Grandes

  • A principal dica é se proteger contra o sol. Se em condições normais em uma região desértica, passar protetor solar já é obrigatório, em um deserto de sal, que reflete o sol com mais potência ainda, a proteção se torna mais que essencial. Além do protetor solar, óculos escuros e bonés/chapéu são ótimos para filtrar os raios solares e se proteger ainda mais.
  • Independente da época do ano que você for visitar as Salinas, é importante carregar sempre com você roupas térmicas e jaquetas corta-vento – inclusive no verão – para se proteger contra o clima brutal de uma das regiões mais áridas do mundo. Da mesma maneira que faz bastante sol durante o dia, as temperaturas costumam cair durante a noite, e é melhor estar preparado para aproveitar o passeio em qualquer condição.
  • Outro ponto importante é que a região não tem estrutura turística, então prepare sua mochila com bastante água e lanches caso vá por conta própria ou se seu tour não oferecer alimentação.
  • Com uma altitude média de 3.300m, visitar a região que engloba Salinas Grandes pode ser um pouco desconfortável a princípio. O mal de altitude, também conhecido como soroche, pode causar mal-estar, dores de cabeça e problemas respiratórios, por isso é importante dar tempo para seu corpo se acostumar – nada que um pouco de aclimatação não resolva.
  • Além disso, não esqueça que seguro viagem é fundamental. Mesmo com todas as prevenções, nós dois passamos mal por causa do soroche e tivemos que acionar o seguro para ter atendimento médico. Por isso, não viaje sem seguro. Sugerimos fazer uma busca pela Segurospromo, um site que compara preços e dá uma enorme variedade de opções de seguro. Pra melhorar, é só usar nosso código EMALGUMLUGAR5 para ganhar 5% de desconto!

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