Bogotá não é daquelas cidades que você reserva no piloto automático. A capital colombiana fica a 2.600 metros de altitude, tem bairro que muda de cara a cada esquina e uma vibe de segurança que varia conforme o quarteirão. Dá pra escolher errado se você só clicar no primeiro resultado do Booking e torcer.
Por isso a gente separou 6 bairros com perfis bem diferentes e 23 hotéis com nota acima de 8.0 no Booking, todos com pelo menos 200 avaliações de verdade. Cada região vem com prós, contras, atração pertinho e dica de transporte. Bateu a dúvida entre ficar no centro histórico ou subir pra Zona Norte? Continua lendo que a diferença fica clara bairro por bairro.
200+ avaliações
Reviews recentes
Bairro curado
Independência editorial
Resumo rápido — 5 favoritos
Para quem tem pressa. Os detalhes de cada hotel estão mais abaixo, por bairro.
| Hotel | Bairro | Nota | Diária | Pra quem |
|---|---|---|---|---|
| Casa Muntú – La Candelaria | La Candelaria | 9.3 | R$ 236 | Guest house tranquila dentro da Candelária |
| Hotel Saint Simon | Zona Rosa | 8.7 | R$ 345 | Café da manhã à brasileira na Zona T |
| The Grace Hotel (Living Zona G) | Zona G | 8.6 | R$ 324 | Pousada boutique escondida na Zona G |
| Hotel bh Parque 93 | Parque de la 93 | 8.8 | R$ 444 | Custo-benefício colado no parque |
| Corazon del Molino Corferias Bogota | Teusaquillo | 9.3 | R$ 256 | Casa turística perto da Universidade Nacional |
1. La Candelaria
💶 Preço médio: R$ 199–853/noite
📍 Centro histórico
La Candelaria é o bairro colonial de Bogotá: rua de paralelepípedo, casarão colorido e grafite em praticamente toda esquina. É daqui que saem o Museu do Ouro, a Plaza de Bolívar e a maioria dos free walking tours. Se você quer aquela cara de viagem old school, é aqui que ela mora.
Só que a segurança pede atenção de verdade. De dia, rua turística tá cheia e tranquila. O perrengue é à noite: boa parte do bairro esvazia depois das 20h, e até os hostels avisam pra não andar sozinho em rua lateral no escuro. Quem topa esse ritmo (chegar cedo, sair cedo) vai curtir o centro histórico numa boa. Já quem quer sair de noite e voltar andando pro hotel, melhor subir pra Zona Rosa.
Prós
- As principais atrações culturais ficam a pé
- Os preços de hospedagem e alimentação são os mais baixos da cidade
- O bairro tem mais personalidade visual que qualquer outro em Bogotá
Contras
- A segurança cai de forma perceptível depois do anoitecer
- Não tem estação de metrô (o TransMilenio mais próximo é na Av. Jiménez)
- Os restaurantes e bares fecham cedo em comparação com a Zona Norte
Viajante solo de dia
Foco em cultura e museus
- Museo del Oro — 5 min a pé
- Plaza de Bolívar — 8 min a pé
- Cerro de Monserrate (teleférico) — 15 min a pé até a base
- Museo Botero — 6 min a pé
- Chorro de Quevedo — 3 min a pé
Como chegar
Do aeroporto El Dorado, o táxi até La Candelaria fica entre R$ 43 e R$ 71 e leva de 40 a 60 minutos, dependendo do trânsito. O TransMilenio (BRT) também faz o trajeto, mas com mala grande complica nos horários de pico. Mais prático mesmo é chamar InDriver ou DiDi, que geralmente saem mais em conta que o táxi de aeroporto.
Hotéis selecionados em La Candelaria
2. Zona Rosa — Zona T
💶 Preço médio: R$ 345–1.063/noite
📍 Zona Norte — bairro de bares e compras
A Zona Rosa é o bairro que mais bate com aquilo que brasileiro espera de “point chique” numa capital latino-americana. A Zona T (a rua tem formato de T, daí o nome) reúne restaurante, loja de grife e bar que fecham tarde. É o bairro mais agitado à noite em Bogotá e, ao mesmo tempo, um dos mais seguros pra andar a pé.
O preço do hotel reflete essa fama. Mas a oferta vai de hostel a 5 estrelas, então dá pra achar algo camarada se você reservar com antecedência. O bairro não tem atração clássica tipo museu ou monumento, mas funciona como base pra quem quer ir a restaurante e sair de noite sem depender de táxi na volta.
Prós
- A melhor vida noturna de Bogotá fica aqui
- É um dos bairros mais seguros para andar a pé, inclusive de noite
- Boa conexão de TransMilenio e muitos apps de transporte disponíveis
Contras
- Os preços de restaurante e hotel são mais altos que a média da cidade
- Não tem atrações turísticas clássicas por perto
- O barulho dos bares pode incomodar em hotéis na Zona T mesmo
- O deslocamento até La Candelaria leva 30-40 minutos
Quem prioriza vida noturna
Primeira vez em Bogotá (com orçamento médio)
- Centro Comercial Andino — 5 min a pé
- Centro Comercial Atlantis Plaza — 3 min a pé
- Parque de la 93 — 15 min a pé
- Usaquén (feira de domingo) — 20 min de taxi/app
Como chegar
Do aeroporto El Dorado, o trajeto de táxi ou app (DiDi, InDriver) até a Zona Rosa leva entre 30 e 50 minutos e sai por R$ 35 a R$ 64. Também dá pra pegar o TransMilenio até a estação Calle 85, mas com mala é bem mais prático ir de carro. Saindo do centro histórico (La Candelaria), o trajeto fica em torno de 40 minutos no horário de pico.
Hotéis selecionados na Zona Rosa


3. Zona G
💶 Preço médio: R$ 242–785/noite
📍 Corredor gastronômico da cidade
O “G” é de gastronomia e não é força de expressão. A Zona G junta os restaurantes mais falados de Bogotá numa faixa de poucas quadras, entre as carreras 4 e 7, na altura da calle 69. Tem de cevicheria peruana a restaurante colombiano autoral, com menu degustação que sai pelo preço de um jantar comum em São Paulo. O bairro é arborizado, residencial e some de movimento à noite.
A desvantagem é que não rola vida noturna tipo bar ou balada. Depois do jantar, a rua fica na dela. Por isso a Zona G casa mais com quem viaja a trabalho, casal que prefere jantar bem e dormir cedo, ou quem quer uma base sossegada e pega táxi pra La Candelaria de dia.
Prós
- A maior concentração de restaurantes de qualidade de Bogotá
- O bairro é silencioso e seguro para caminhar de dia e de noite
- Os hotéis têm boa relação preço-qualidade comparados à Zona Rosa
Contras
- Não tem vida noturna de bar/balada
- Fica longe das atrações do centro histórico (30-40 minutos de deslocamento)
- O TransMilenio mais próximo (Calle 72) ainda fica a uns 10-15 minutos a pé
Casais focados em gastronomia
Quem quer tranquilidade
- Restaurantes da Zona G — na porta
- Parque El Virrey — 12 min a pé
- Museo Nacional de Colombia — 15 min de taxi
- Centro Comercial Andino — 10 min a pé
Como chegar
Do aeroporto, o trajeto de taxi/app leva entre 25 e 45 minutos e sai por R$ 35 a R$ 57. A estação de TransMilenio Calle 72 é a referência, mas fica uns 10-15 minutos a pé do centro da Zona G. Pra ir ao centro histórico, o mais prático é chamar um app, que leva de 20 a 30 minutos fora do horário de pico.
Hotéis selecionados na Zona G
4. Parque de la 93 — El Chicó
💶 Preço médio: R$ 245–945/noite
📍 Zona Norte — bairro de parque e restaurantes
O Parque de la 93 é uma praça arborizada cercada de restaurante, café e sorveteria. De noite, a mesa toma a calçada e o clima lembra um pouco Polanco, lá na Cidade do México. El Chicó, o bairro residencial ao redor, tem rua larga, prédio de 8-10 andares e segurança privada em boa parte das portarias. É uma das áreas onde a sensação de insegurança pesa menos em Bogotá.
A oferta de hotel aqui é menor que na Zona Rosa, e o preço é parecido. Mas o perfil muda: quem fica no Parque de la 93 costuma preferir caminhar com calma, jantar perto do hotel e não depender de balada. Pra chegar em La Candelaria, o trajeto é o mesmo 30-40 minutos de qualquer bairro da Zona Norte.
Prós
- O parque em si é bonito e funciona como ponto de encontro da região
- A segurança é das melhores da cidade
- Os restaurantes ao redor do parque são variados e de boa qualidade
Contras
- A oferta de hotéis é menor que na Zona Rosa
- Fica longe do centro histórico (mesmo deslocamento dos outros bairros da Zona Norte)
- Não tem vida noturna intensa como a Zona T
Casais que preferem tranquilidade
Estadias mais longas
- Parque de la 93 — na porta
- Parque El Virrey — 10 min a pé
- Centro Comercial Andino — 15 min a pé
- Usaquén — 15 min de taxi/app
Como chegar
Do aeroporto, o táxi ou app leva de 25 a 45 minutos dependendo do horário, e custa R$ 35 a R$ 57. A estação de TransMilenio mais próxima é a Virrey, na Carrera 15, uns 7 minutos a pé do parque. Pra ir ao centro, segue valendo o app de transporte como opção mais prática.
Hotéis selecionados no Parque de la 93
5. Teusaquillo
💶 Preço médio: R$ 226–1.800/noite
📍 Bairro residencial entre centro e Zona Norte
Teusaquillo é o bairro de casarão dos anos 30 e 40 que foi virando hostel, pousada e galeria de arte. Fica entre o centro histórico e a Zona Norte, numa posição que facilita ir pros dois lados. As ruas são arborizadas, os prédios são baixos e a padaria de esquina vende empanada por R$ 3. É o bairro que mais tem cara de “bairro de verdade” em Bogotá.
Também é um bairro que puxa bastante brasileiro. O Palermo Home, aqui em Teusaquillo, tem 57 avaliações de viajante BR no Booking e uma legião fiel de repeat guest. O bairro não tem a agitação da Zona Rosa nem a oferta gastronômica da Zona G, mas ganha no preço mais honesto e naquela sensação de estar morando em Bogotá, não só visitando. Vale ainda mais pra quem fica mais de 3 noites.
Prós
- A posição entre centro e Zona Norte facilita o deslocamento para os dois lados
- Os preços são menores que na Zona Rosa, com hospedagens bem avaliadas
- É o bairro com mais reviews de brasileiros nos hotéis desta lista
- As ruas têm personalidade: casarões antigos, grafites, cafés independentes
Contras
- Não tem atração turística forte dentro do bairro
- A vida noturna é fraca (restaurantes fecham cedo)
- A segurança, embora boa de dia, pede atenção depois das 22h em ruas pouco iluminadas
Estadias de 4+ noites
Orçamento médio-baixo
- Museo Nacional de Colombia — 10 min de taxi
- Parque Simón Bolívar — 15 min a pé
- Corferias (centro de convenções) — 10 min a pé
- La Candelaria (centro histórico) — 20 min de taxi/app
Como chegar
Do aeroporto, o taxi/app custa R$ 28 a R$ 50 e leva de 20 a 40 minutos. Teusaquillo tem acesso a várias linhas do TransMilenio pela Avenida NQS, que corta o bairro. Pra Candelária, são 15-20 minutos de app fora do pico. Pra Zona Rosa, 20-30 minutos.
Hotéis selecionados em Teusaquillo
6. Santa Fé
💶 Preço médio: R$ 286–606/noite
📍 Entre La Candelaria e a Zona Norte
Santa Fé é um bairro de contraste. Uma parte é zona de escritório e universidade, com rua cheia de dia. A outra, principalmente ao sul da Calle 22, carrega um histórico de prostituição e criminalidade que ainda não sumiu de vez. Por isso escolher bem o microlocal aqui pesa mais do que em qualquer outro bairro da lista.
Dito isso, a parte norte (acima da Calle 26, perto do Museo Nacional) é bem mais tranquila e tem hospedagem com nota boa no Booking. O bairro funciona como alternativa mais em conta que La Candelaria, com a vantagem de ter acesso melhor ao TransMilenio pela Avenida Caracas. Não é o bairro pra andar despreocupado de noite, mas de dia o movimento normal de cidade grande resolve.
Prós
- Os preços são mais baixos que na Zona Norte e comparáveis a La Candelaria
- O acesso ao TransMilenio pela Av. Caracas é bom
- Fica perto do Museo Nacional e do centro financeiro
Contras
- A segurança varia muito de quadra para quadra
- A parte sul do bairro (abaixo da Calle 22) deve ser evitada para hospedagem
- O bairro não tem personalidade turística clara
- À noite, muitas ruas ficam vazias e mal iluminadas
Viajantes experientes na América Latina
- Museo Nacional de Colombia — 10 min a pé (da parte norte)
- Torres del Parque — 8 min a pé
- Plaza de Toros (praça de touros) — 5 min a pé
- La Candelaria — 15 min a pé
Como chegar
Do aeroporto, o taxi/app custa R$ 28 a R$ 50 e leva de 25 a 45 minutos. Santa Fé tem boa cobertura de TransMilenio pela Avenida Caracas e pela Calle 26 (que liga direto ao aeroporto). É o bairro com melhor acesso ao BRT de toda a lista.
Hotéis selecionados em Santa Fé
Onde não ficar em Bogotá
Bogotá tem bairro que aparece baratinho no Booking, mas que não compensa o desconto. Olha os que a gente cortou e por quê:
- Los Mártires — Fica coladinho em Santa Fé, só que a segurança piora bastante. É aqui que fica a região do Bronx (já demolida, mas o entorno ainda pede cuidado). Hotel até sai barato, mas a rua pede atenção mesmo de dia. Não vale o desconto.
- Santa Fé abaixo da Calle 22 — A gente incluiu Santa Fé norte na lista, mas o sul é outra história. É onde fica a zona de tolerância da cidade, com movimento pesado à noite. Procurando hotel em Santa Fé? Filtra por Calle 26 pra cima.
- Kennedy / Bosa — São bairros residenciais gigantes no sudoeste da cidade, com preço bem baixo. Só que ficam a 1h+ de TransMilenio do centro e das atrações. O desconto na hospedagem some no tempo perdido no trânsito.
- Chapinero baixo (abaixo da Calle 53) — Chapinero tem uma parte alta que está gentrificando e vale a pena. Já a parte baixa, perto da Avenida Caracas, tem problema de segurança à noite. Vai ficar em Chapinero? Confere se o hotel está acima da Calle 60.
Perguntas frequentes sobre onde ficar em Bogotá
Qual é o melhor bairro para se hospedar em Bogotá pela primeira vez?
A Zona Rosa é a escolha mais segura pra quem vai pela primeira vez. O bairro tem boa oferta de restaurante, vida noturna e segurança razoável de dia e de noite. Se o orçamento tá mais curto, Teusaquillo é uma alternativa com preço menor e boa posição entre o centro e a Zona Norte.
Qual a melhor época para visitar Bogotá?
Bogotá mantém temperatura estável o ano todo (entre 8°C à noite e 20°C de dia, por causa da altitude). Os meses mais secos são dezembro-janeiro e junho-agosto. Evite abril e outubro se chuva todo dia não é seu forte. A alta temporada colombiana é em dezembro e janeiro, quando o preço do hotel sobe de 20% a 40%.
Quantos dias são suficientes para conhecer Bogotá?
Três dias completos é o mínimo pra cobrir La Candelaria, Monserrate e pelo menos um bairro da Zona Norte. Com 5 dias já dá pra encaixar um bate-volta em Zipaquirá (Catedral de Sal), Villa de Leyva ou a Laguna de Guatavita. Mais de 5 dias vale a pena se Bogotá for parte de um roteiro maior pela Colômbia.
Qual é o melhor lugar para se hospedar em Bogotá com orçamento baixo?
La Candelaria tem os hostels mais baratos (a partir de R$ 105/noite), mas pede cuidado à noite. Teusaquillo é uma opção intermediária, com hospedagem a partir de R$ 269 num bairro residencial mais tranquilo. Hostel com quarto privado nessas regiões sai por menos de R$ 300/noite.
Bogotá é segura para turistas brasileiros?
Nos bairros da Zona Norte (Zona Rosa, Zona G, Parque de la 93), a segurança é parecida com a de bairro nobre de São Paulo. La Candelaria e Santa Fé pedem mais atenção, principalmente à noite. Regra prática: usa app de transporte (DiDi, InDriver) em vez de parar táxi na rua, evita mostrar celular na calçada e não anda sozinho em rua vazia depois das 22h.
Como decidir onde ficar em Bogotá
Se você chegou até aqui e ainda tá na dúvida, resumo em 4 cenários:
- Primeira vez em Bogotá: Zona Rosa. É o bairro mais seguro pra circular a pé, tem restaurante, bar e boa conexão com TransMilenio. O trajeto até La Candelaria leva 30-40 min de app, mas a tranquilidade de voltar andando pro hotel à noite compensa.
- Melhor custo-benefício: Teusaquillo. O preço é menor que na Zona Norte, o bairro tem personalidade própria e a posição geográfica (entre centro e Zona Rosa) facilita o dia a dia. O Palermo Home, por aqui, segue sendo um queridinho entre os brasileiros.
- Foco em gastronomia e negócios: Zona G. Os restaurantes mais falados da cidade ficam a pé, o bairro é quieto e seguro. Não tem vida noturna, mas quem vem a trabalho ou prefere jantar bem e dormir cedo nem vai sentir falta.
- Orçamento apertado com foco cultural: La Candelaria. Todos os museus e atrações do centro histórico ficam a pé, os hostels saem baratos (a partir de R$ 105/noite) e a rua durante o dia é movimentada e segura. Só exige disciplina: voltar pro hotel antes de escurecer ou pegar app à noite.
Transparência
Nenhum hotel desta lista pagou pra aparecer. A seleção segue nota do Booking.com (mínimo 8.0), volume de avaliação verificada (mínimo 150) e localização dentro dos bairros que a equipe editorial curou. Os links pro Booking.com são afiliados: se você reservar por eles, a gente recebe uma comissão pequena, sem custo extra pra você. Isso ajuda a manter o blog rodando e não muda em nada a escolha dos hotéis.









