Em Mendoza, escolher o hotel é quase escolher a viagem. No centro, você sai do quarto e já tem restaurante, loja de vinho e bar na calçada. Nas vinícolas, acorda com parreira na janela e Cordilheira no horizonte, mas conta com carro ou transfer pra qualquer outro programa.
Pra ajudar nessa decisão, separamos 4 regiões, do centro até o Valle de Uco, que fica a uns 100 km e funciona melhor como passeio de um dia. Os hotéis entraram por nota, número de avaliações e preço real. Se você ainda está entre cidade e campo, dá uma olhada em cada região abaixo, que a resposta costuma aparecer no caminho.
200+ avaliações
Reviews recentes
Bairro curado
Independência editorial
Resumo rápido dos 5 favoritos
Pra quem tem pressa. Os detalhes de cada hotel estão logo abaixo, por região.
| Hotel | Região | Nota | Diária | Pra quem |
|---|---|---|---|---|
| Le Montreal Apartments | Centro | 9.3 | R$ 370 | Base urbana com cozinha |
| Finca Verde Oliva Wine & Olive Estate | Maipú | 9.7 | R$ 909 | Dormir entre vinhedos |
| Lujan De Cuyo B&B | Luján de Cuyo | 9.6 | R$ 470 | Pousada com jardim perto das bodegas |
| Posada Boutique El Encuentro | Chacras de Coria | 9.6 | R$ 552 | Jantar a pé e papo com os donos |
| Casa de Coria | Chacras de Coria | 9.5 | R$ 1.453 | Casa charmosa com poucos quartos |
1. Centro de Mendoza
👤 Primeira viagem
💵 Preço médio: R$ 121 a 994/noite
O centro de Mendoza é compacto e dá pra resolver tudo a pé. Da Plaza Independencia até a Avenida San Martín são uns 10 minutos, passando por casa de câmbio, parrilla e loja que vende Malbec a preço de mercado. As ruas são arborizadas, as calçadas são largas e o trânsito é bem mais tranquilo que o de Buenos Aires. Também é aqui que ficam as agências de turismo, então fechar passeio de vinícola, rafting ou Aconcagua é bem prático.
Só tem um porém. Depois das 22h a região da Plaza Independencia fica quietinha. Se a ideia é jantar tarde e voltar caminhando, vale escolher um hotel perto de onde os bares abrem até mais tarde. No geral, o centro funciona pra quem chega cedo, sai cedo pros passeios e não precisa de balada na porta.
Prós
- Restaurantes, câmbio e agências a pé
- Muita opção de hotel, de todos os preços
- Rodoviária por perto, pra quem vai de ônibus a outras cidades
Contras
- Esvazia à noite, principalmente perto da Peatonal Sarmiento
- Hotel de esquina pode ter barulho de trânsito de dia
- Sem o charme das vinícolas, já que é zona urbana e sem vista de montanha
Viagem curta (2 a 3 noites)
Quem vai fazer passeios de agência
- Plaza Independencia, no coração do bairro, 0 a 5 min a pé
- Museo del Área Fundacional, 10 min a pé
- Parque General San Martín, 20 min a pé ou 8 min de ônibus
- Avenida San Martín (compras e câmbio), 5 min a pé
Como chegar
O aeroporto El Plumerillo fica a uns 11 km do centro. De táxi ou remis dá uns 20 minutos, e o transfer privado é a opção mais direta, com preço que varia, então vale combinar com o hotel antes. De ônibus, as linhas 620 e 675 levam uns 30 minutos e pedem o cartão SUBE, que vende no próprio aeroporto.
2. Maipú
👤 Rota de bodegas acessível
💵 Preço médio: R$ 676 a 909/noite
Maipú é a região vinícola mais próxima do centro de Mendoza. Aqui o Finca Verde Oliva é o único hotel da lista que é também produtor, com vinho e azeite próprios. Dá pra ir de ônibus, de bike ou de remis em uns 30 minutos. É onde ficam as bodegas mais fáceis de visitar sem carro alugado, como López, Trapiche e Zuccardi, que recebem visitantes o ano todo, e várias fazem degustação sem agendar. O passeio de bike entre as vinícolas é um clássico por aqui.
A hospedagem tem dois estilos. Tem finca no meio dos vinhedos, com estrada de terra, oliveiras e silêncio, e tem hotel de rede junto de cassino e restaurantes. Nos dois casos, a padaria na esquina e o bar na calçada ficam de fora. Por isso Maipú combina com 2 ou 3 dias de vinho e parrilla, mas não substitui o centro pra quem quer serviços por perto. O ideal é misturar, com umas noites no centro e umas noites aqui.
Prós
- Bodegas que dá pra visitar a pé ou de bicicleta
- Opções que vão da finca entre vinhedos ao hotel de rede
- Silêncio e paisagem rural com a Cordilheira ao fundo
Contras
- Pouca infraestrutura urbana, como restaurante, farmácia e mercado
- Precisa de transporte pra tudo que fica fora das vinícolas
- Oferta pequena no Booking
Casais em escapada de 2 a 3 noites
- Bodega López, 10 min de carro
- Bodega Trapiche, 15 min de carro
- Passeio de bicicleta entre vinícolas, com saída de várias locadoras locais
- Museo Nacional del Vino, 20 min de carro
Como chegar
Do centro de Mendoza, as linhas expressas 816, 817 e 920 chegam a Maipú em 25 a 30 minutos. As linhas 810 a 813 são mais paradoras e levam 40 a 45. Tem também o Metrotranvía até a estação Gutiérrez. De táxi, Uber ou remis são 15 a 20 minutos. Todos os ônibus usam o cartão SUBE. Do aeroporto, o mais simples é Uber ou remis.
3. Luján de Cuyo e Chacras de Coria
👤 Perto das bodegas
💵 Preço médio: R$ 470 a 1.453/noite
Luján de Cuyo tem bodega de peso por perto, como Catena Zapata, Achával Ferrer e Norton. As hospedagens são pousadas, não vinícolas, mas a equipe costuma ajudar a reservar visita e degustação. Chacras de Coria, dentro de Luján, tem centrinho próprio, com restaurantes, empório e uma praça arborizada. Isso deixa jantar a pé, algo raro nas outras regiões vinícolas, bem possível se o hotel for em Chacras.
Aqui a diária sobe. As hospedagens são pousadas e casas boutique perto das bodegas, quase todas acima de R$ 450 a noite, e a oferta no Booking é pequena. Por isso Luján funciona como extensão da viagem, pra quem já conhece o centro e quer mergulhar no Malbec, e não tanto como base única da primeira visita.
Prós
- Bodegas de nome grande por perto
- Chacras de Coria tem restaurantes e vida própria
- Vinhedo com Cordilheira ao fundo
Contras
- Diárias mais salgadas
- Poucas opções no Booking
- Precisa de carro ou transfer pra ir de uma bodega a outra
Casais em viagem gastronômica
Segunda visita a Mendoza
- Bodega Catena Zapata, 15 min de carro
- Bodega Achával Ferrer, 10 min de carro
- Praça de Chacras de Coria, no centro do vilarejo
- Bodega Norton, 20 min de carro
Como chegar
Do centro de Mendoza são 30 a 40 minutos de carro ou remis. Pra maioria das pousadas não tem ônibus direto que compense. Quem não aluga carro pode combinar o transfer com a hospedagem ou fechar com uma agência.
4. Valle de Uco
👤 Passeio de um dia
💵 Sem hotel na seleção
O Valle de Uco fica a uns 100 km de Mendoza, entre 900 e 1.500 metros de altitude, e reúne bodegas como Zuccardi Valle de Uco, Salentein e Andeluna. A paisagem é bem diferente do resto de Mendoza, com deserto e montanha lado a lado. Só que a hospedagem por lá ainda é pouca, e nenhum hotel passou nos nossos critérios de nota e avaliações. Por isso a nossa dica é tratar o Valle como passeio de um dia, saindo de Luján de Cuyo ou do centro, com carro alugado ou transfer combinado.
- Bodega Zuccardi Valle de Uco, em Paraje Altamira, San Carlos
- Bodega Salentein, em Tunuyán
- Bodega Andeluna, em Tupungato
- Manzano Histórico, em Tunuyán
Como chegar
Do centro de Mendoza são uns 100 km pela Ruta 40 sul, o que dá 1h30 de carro sem paradas. Não tem ônibus turístico direto. As opções são carro alugado, remis particular ou transfer combinado com a bodega. Muita bodega oferece transporte próprio se a degustação for agendada.
Onde não ficar em Mendoza
Nem todo lugar bonito no mapa é bom pra dormir. Algumas regiões funcionam como passeio de dia, mas complicam como base.
- Guaymallén. É o município mais populoso da Grande Mendoza, mas a zona hoteleira é fraca. Os hotéis baratos ficam em avenidas de trânsito pesado, longe das áreas turísticas, e o deslocamento diário não compensa a economia.
- Las Heras (zona industrial). Fica ao norte do centro e a hotelaria por lá é voltada pra caminhoneiro e trabalhador. Sem restaurante, sem atração, sem motivo turístico.
- San Rafael. Muita gente confunde com Mendoza, mas fica a umas 3 horas de distância. É um destino à parte, bom pra rafting no Cañón del Atuel, e não serve de base pras bodegas de Mendoza.
Perguntas frequentes sobre onde ficar em Mendoza
Qual a época ideal para visitar Mendoza?
De março a maio, no outono, é a época ideal. A colheita da uva rola em março, a temperatura fica amena (15 a 25°C) e a paisagem vira um mar dourado. A primavera, de setembro a novembro, também é ótima pedida. O verão, de dezembro a fevereiro, é bem quente, com máximas acima de 35°C. Já o inverno, de junho a agosto, é frio e seco, e agrada quem quer esquiar em Los Penitentes.
Quantos dias ficar em Mendoza?
O mínimo pra aproveitar é 4 noites, com 1 dia no centro, 1 dia na rota de Maipú, 1 dia em Luján de Cuyo e 1 dia de folga ou passeio de montanha. Quem quer incluir o Valle de Uco pode encaixar um dia a mais, em bate-volta.
É melhor ficar no centro de Mendoza ou nas vinícolas?
Depende do estilo da viagem. O centro tem restaurante, câmbio, agência e balada a pé. As vinícolas têm paisagem e silêncio, mas dependem de carro. Na primeira vez, o centro é mais prático. Pra quem já conhece e quer focar em vinho, 2 ou 3 noites em Maipú ou Luján fazem sentido.
Precisa alugar carro em Mendoza?
Não é obrigatório, mas ajuda bastante fora do centro. Maipú dá pra fazer de ônibus ou de bike. Luján de Cuyo e Valle de Uco praticamente pedem carro ou transfer privado. Se o roteiro inclui a rota andina, o carro alugado é o jeito mais prático.
Quanto custa uma diária de hotel em Mendoza?
Varia bastante por região. No centro, a faixa vai de R$ 121 (hostel) a R$ 994 (hotel 5 estrelas). Em Maipú, fica entre R$ 676 e R$ 909. Em Luján de Cuyo e Chacras de Coria, entre R$ 470 e R$ 1.453. A média dos hotéis deste guia é de cerca de R$ 663 a noite, com valores do Booking pra 2 adultos e 1 diária em fevereiro.
Como decidir onde ficar em Mendoza
Se a escolha ainda não ficou clara, estes 3 cenários resolvem a maioria dos casos.
- Primeira vez em Mendoza. Fica no centro. Dá pra fazer tudo a pé, as agências estão na porta e restaurante e câmbio não pedem transporte. E é de lá que saem os tours de vinícola.
- Custo-benefício. Também é o centro, que tem variedade de preço e de faixa, de R$ 121 a R$ 994.
- Casal focado em vinho. Luján de Cuyo, com Chacras de Coria, entrega bodega de peso e restaurante a pé. Já o Finca Verde Oliva, em Maipú, é a opção pra dormir dentro de uma finca produtora. Dá pra combinar 2 noites em cada e reservar um dia pro Valle de Uco, em bate-volta.
Transparência
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