Escrito por Adriana
21 de fevereiro de 2026
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Planejar uma viagem internacional exige tomar mil decisões e é claro que na “Cidade do Ouro” não seria diferente. Pra início de conversa, é preciso entender que já ir sabendo o que fazer em Dubai ajuda muito a colocar ordem no caos. 

A cidade fica nos Emirados Árabes Unidos e ganhou fama mundial pelo luxo e pelos exageros. Por lá, te garanto que nada economiza em te surpreender.

Vista aérea da Palm Jumeirah em Dubai com o formato de palmeira cercado por mar azul claro.
A Palm Jumeirah em Dubai é uma obra da engenharia que virou cartão-postal.

Dubai é banhada pelo mar, cercada pelo deserto e marcada por arranha-céus que parecem competir entre si — com o Burj Khalifa liderando essa corrida, claro. Além disso, é um dos maiores pontos de conexões aéreas do mundo, tanto que muita gente acaba parando no Aeroporto Internacional de Dubai voando de Emirates para outros cantos da Ásia ou África.

Entre hotéis de luxo extremo, praias, mercados tradicionais e museus futuristas, a cidade muda de registro o tempo todo. Na mesma viagem, você pode passar horas no Dubai Mall, caminhar pelas vielas de Al Fahidi e, em outro dia, sair da cidade para um safári no deserto.

Neste guia, vou te mostrar o que entrou de verdade no meu roteiro e como cada escolha se encaixou na viagem. Lá no final, reuni várias dicas práticas para o seu planejamento, desde a escolha do hotel até os detalhes do dia a dia.

Agora, vamos ao que interessa? A seguir, você encontra os pontos turísticos de Dubai organizados pra facilitar o planejamento e a leitura. Boa leitura!

  1. Burj Khalifa
  2. Dubai Mall
  3. Dubai Frame
  4. Palm Jumeirah
  5. Museu do Futuro
  6. Sky Views Observatory
  7. Praias de Dubai
  8. Souk Madinat Jumeirah
  9. Al Fahidi (Al Bastakiya)
  10. Souk do Ouro
  11. Souk das Especiarias
  12. Safári no Deserto de Dubai
  13. Bate-volta a Abu Dhabi
  14. Global Village
Direto ao Ponto: o que fazer em Dubai

  • Antes de assistir ao show de luzes da Dubai Fountain, adorei ver o pôr do sol no topo do Burj Khalifa. Juntando com o Dubai Mall, as atrações formam um trio incrível para uma tarde e noite em Dubai.
  • No lado histórico da cidade, pude conhecer o charmoso bairro de Al Fahidi, uma reconstrução da antiga Dubai. Mais adiante, o Souk das Especiarias dá uma noção de como é negociar temperos únicos nesta parte do mundo, enquanto o Souk do Ouro é recheado de joias expostas nas vitrines.
  • Para hospedagem, eu fiquei em Sheikh Zayed Road e Trade Center, que é a via que corta a região central. Por lá, me hospedei no voco Dubai by IHG e gostei muito que o quarto tinha banheira e que pude usar o estacionamento de graça. Mas claro, esse é só um pedaço de Dubai. No meu post com os melhores hotéis em Dubai, organizei outras opções que atendem a cada bolso.
  • Falando em gastronomia, o Arabian Tea House, em Al Fahidi, foi meu achado gostoso pro dia histórico, e o Tribes Dubai, dentro do Dubai Mall, também me conquistou, porque tem um clima mais arrumadinho e pratos bem feitos com muita variedade de carnes.
  • Como as distâncias em Dubai são grandes e nem tudo fica perto do metrô, alugar um carro se torna a escolha mais prática, ainda mais porque muitos shoppings e atrações oferecem estacionamento gratuito ou liberam as primeiras horas sem custo.

O que fazer em Dubai: conheça as atrações que precisam estar no seu roteiro

Logo abaixo, reuni as melhores atrações com contexto, impressões pessoais e dicas práticas pra você entender o que realmente entra no planejamento. 

A ideia não é só listar dezenas de lugares, mas te ajudar a montar um roteiro para Dubai que faça sentido no tempo que você tem, equilibrando cartões-postais, áreas históricas, praia, deserto e pausas estratégicas pelo caminho. Confira os detalhes:

1. Burj Khalifa

É difícil ignorar o Burj Khalifa, a torre mais famosa de Dubai. Ela tem impressionantes 828 metros de altura, o que lhe rendeu o título de “grande cartão-postal da cidade”. Construída entre 2008 e 2010, ela resume bem essa ideia de grandiosidade que Dubai gosta de assumir para o mundo, é impressionante!

Burj Khalifa visto da área do Dubai Mall, com lago azul e prédios ao redor.
Burj Khalifa em Dubai, impossível passar despercebido.

Por dentro, o prédio funciona como uma cidade vertical. Ali ficam o Armani Hotel, apartamentos residenciais — imagina ter um apê ali em cima, chique demais! —, escritórios, restaurantes e os mirantes. Os principais são o At The Top, que tem mais de 450 metros (andares 124 e 125) e é onde a maioria das pessoas sobe, e o At The Top SKY, que é mais premium com seus impressionantes 555 metros (andar 148).

Antes de comprar ingresso para os mirantes do Burj Khalifa, é bom que você dê uma analisada no horário em que pretende ir. Pela minha experiência, entre 5h e 6h30min, no nascer do sol, o deck fica mais vazio, mas a névoa típica da manhã deixa a vista bem embaçada por causa da umidade e da poeira.

No fim da manhã e durante a tarde, a visibilidade melhora, só que achei o visual menos marcante, me senti em uma cidade como qualquer outra. Curti mesmo foi o pôr do sol. Fica cheio, mas você vê o dia virando uma noite super iluminada, com o céu alaranjado no meio do caminho.

A partir das 18h, rola o show da Dubai Fountain, repetido a cada 30 minutos. O lago desenha curvas bonitas e os jatos com luzes roubam a cena. 

Caso queira fugir da multidão lá em cima (não tem limite de tempo pra ficar lá, ok?), assistir a esse espetáculo caminhando pelo Burj Park fecha a visita de um jeito mais agradável.

2. Dubai Mall

O Dubai Mall é um shopping gigantesco, colado ao Burj Khalifa, com alas que parecem não ter fim. Confesso que fiquei com um leve medo de me perder, então fui gravando algumas saídas mentalmente, rs.

Interior do Dubai Mall com cúpula iluminada e lojas de luxo ao redor, em Dubai.
Até o teto do Dubai Mall exala luxo.

Existem partes inteiras focadas em grifes de luxo, e pasme, tem um acesso para subir nos mirantes da atração anterior! Complete isso com o pátio externo que a galera se junta à noite para ver as fontes.

No meio do caminho, surgem coisas que ninguém espera encontrar num shopping. Quer alguns exemplos? Um esqueleto real de dinossauro e, do nada, uma Chinatown inteira. Na decoração há lanternas, muito neon e referências orientais por todos os lados. 

Área interna do Dubai Mall decorada com lanternas vermelhas e letreiros neon coloridos.
A decoração da Chinatown do Dubai Mall.

E não para por aí: essa área é totalmente voltada pra gastronomia, com um pátio de alimentação cheio de restaurantes chineses, japoneses, coreanos, tailandeses… enfim, um prato cheio pra quem ama comida asiática, literalmente.

Para quem viaja com criança, o shopping vira um parque com o Kidzania, Dubai Ice Rink e até a casa do terror Hysteria. Quando perceber, a hora voou sem aviso algum.

Já o Dubai Aquarium & Underwater Zoo chama atenção pelo painel gigante do aquário sem nem precisar entrar lá. Eu não curto atrações com animais, então fiquei só olhando de fora. Até impacta visualmente, mas preferi seguir meu caminho e descobrir o que mais poderia me surpreender.

3. Dubai Frame

É impossível passar batido pelo Dubai Frame, uma estrutura gigante em formato de moldura de quadro plantada no meio da cidade. A ideia é enquadrar o lado novo e o antigo de Dubai ao mesmo tempo; toda uma simbologia para dizer que os avanços tecnológicos não param. 

Dubai Frame em Dubai, moldura dourada gigante com o skyline da cidade ao fundo e o Burj Khalifa ao centro.
Dubai Frame em Dubai, a cidade literalmente emoldurada diante dos seus olhos.

Inaugurado em 2018, a atração entrou até no Guinness Book como a maior construção do mundo nesse formato. Bem específico, né? Mas tá valendo.

Antes de subir no Dubai Frame, aqui vai um resumo rápido do que tem lá em cima pra você decidir. O ingresso custa menos do que o do Burj Khalifa e entrega uma vista ampla da cidade por outro ângulo, incluindo o Palácio de Zabeel. O chão de vidro existe, mas é bem ok, nada dramático ou que dê frio na barriga.

Lá dentro rola uma mostra em vídeo com projeções sobre o futuro de Dubai, com aquela pegada futurista. Achei interessante, o telão é dinâmico e tem várias perspectivas que, agora, soam “mirabolantes”. No geral, achei um dos mirantes com melhor custo-benefício daqui.

O bacana é que mesmo sem subir, o passeio pode ser legal. Dá pra entrar no Zabeel Park, que fica logo abaixo, pagando uma taxa pequena. À noite ele fica lindo, cheio de cantinhos pra foto. E, claro, dá pra garantir o clássico registro com o Frame atrás de você, sem entrar no elevador.

4. Palm Jumeirah

É possível dizer que Palm Jumeirah é uma das ideias mais ousadas de Dubai. Trata-se de uma ilha artificial em formato de palmeira, feita só com pedras e areia dragadas do fundo do mar. O projeto começou em 2001 e, desde então, virou um ícone do turismo.


Vista aérea da Palm Jumeirah em Dubai, mostrando o formato de palmeira cercado pelo mar azul.
A Palm Jumeirah.

Hoje, a ilha transita entre dois mundos bem diferentes. Por um lado, funciona como um polo enorme de entretenimento, lotado de hotéis famosos e atrações bem disputadas.

Do outro, é endereço de mansões e apartamentos de milionários. Dizem até que dá pra ver a ilha do espaço, mas não precisa ir tão longe assim: o The View at The Palm foi criado justamente pra entregar essa visão completa lá de cima.

Jumeirah também abriga o Atlantis The Palm, um dos hotéis mais famosos do mundo. Inaugurado em 2008, ele já apareceu em filmes, comerciais e séries, e é sempre associado à sustentabilidade no turismo.

Hotel Atlantis The Palm na Palm Jumeirah, em Dubai, com praia e mar verde-azulado em frente.
Atlantis The Palm na Palm Jumeirah, um dos ícones mais fotografados de Dubai.

É dentro do próprio complexo do Atlantis que fica o Aquaventure Waterpark, um dos maiores parques aquáticos do Oriente Médio. Recomendo passar um dia inteiro se divertindo com a criançada ou levando uns leves “sustos” nos tobogãs.  

Preciso deixar um aviso honesto por aqui: o parque tem encontros pagos com golfinhos e tanques com tubarões em alguns brinquedos. Como não sou fã desse tipo de interação, passei longe numa boa. A parte positiva é que o complexo é enorme e sobra diversão para aproveitar tudo sem nem chegar perto dessas áreas (que vão deixar o dia muito mais caro, aliás).

5. Museu do Futuro

Quem passa pela Sheikh Zayed Road, seja de carro ou pela passarela climatizada, logo nota o Museu do Futuro. O formato oval foge de tudo o que a gente conhece e as caligrafias em árabe na fachada mostram que o conceito ali é forte. Aberto em 2022, é mais um marco visual do destino.

Estrutura oval prateada do Museu do Futuro, em Dubai, com caligrafia árabe e escultura de mão metálica na entrada.
O incrível Museu do Futuro.

Mas o que são essas frases na estrutura? Bom, elas são citações do sheik Mohammed bin Rashid Al Maktoum sobre futuro, inovação e criatividade. À noite é ainda mais bonito, porque as letras ficam completamente iluminadas.

Por dentro, o conteúdo vai além da arquitetura. Grande parte das exposições fala sobre energia limpa e sustentabilidade, algo essencial para uma cidade que cresceu tanto e ainda precisa pensar no amanhã, né? 

Dos cinco andares de exposições, minha parte favorita foi a OSS Hope, que simula uma viagem espacial, com direito à visão do planeta Terra pela janela.

A entrada não é barata e achei o valor bem salgado, pra ser sincera. Mesmo assim, é uma atração famosa que funciona para ir sozinho ou em família, já que tem uma área focada nas crianças. Recomendo comprar o ingresso com antecedência para garantir o horário e deixar a visita amarrada no planejamento.

6. Sky Views Observatory

Quem acha que já viu mirante suficiente em Dubai acaba mudando de ideia no Sky Views Observatory. Sim, é mais um, mas aqui o foco vai além da vista. O espaço aposta em experiências mais radicais, com visão 360 graus e um enquadramento completo do Burj Khalifa, daqueles que fazem você parar e respirar fundo.

Vista aérea de Dubai a partir do Sky View Observatory, com arranha-céus e lago turquesa ao redor do Burj Khalifa.
Saiba o que esperar da vista no Sky View Observatory!

O grande diferencial é o chão de vidro. Não tem nenhum truque visual por ali e a gente enxerga as avenidas lá embaixo, a 219 metros de altura, com os carros parecendo miniaturas. Quem tem medo de altura que se segure!

A visita pode ficar mais emocionante ao adquirir o bilhete especial, que inclui o acesso ao observatório e ao Glass Slide. O escorregador é todo de vidro, completamente transparente, e você desce com aquela sensação de estar “caindo” na cidade.

Agora, quem chegar no limite pode encarar o Edge Walk. Nele, você anda do lado de fora do prédio, preso por equipamentos de segurança e com as mãos livres. Eu confesso que só de assistir já fiquei impactada. Não é obrigatório, obviamente, mas o fato de existir já diz muito sobre a proposta do lugar.

7. Praias de Dubai

As praias de Dubai surpreendem quem não imagina tomar um banho de mar em uma cidade desértica. A maior parte delas é artificial, criada com dragagem, mas isso não muda muito a experiência prática, pois as mais conhecidas são gratuitas e organizadas.

Vista aérea do mar azul e da orla com prédios altos, mostrando as praias de Dubai e a marina ao fundo.
Sim, Dubai tem praia!

O mar que banha Dubai é o Golfo Pérsico, de águas calmas e sem ondas fortes, geralmente. A temperatura varia ao longo do ano, só que nunca chega a ficar gelada. Nos meses mais quentes, a água fica quentinha até quando fica nublado, e é quase como entrar numa piscina aquecida.

Na parte do vestuário, dá pra ir de biquíni, maiô ou sunga sem estresse nas praias públicas. Fora da areia, é melhor colocar uma camiseta ou saída de praia. Sobre bebida alcoólica, vale saber que é proibido consumir álcool em espaços públicos, então nada de latinha ou cooler por ali, está bem?

Pra completar, as praias são boas pausas entre as atrações, seja pra caminhar, dar um mergulho rápido ou só sentar olhando o mar. 

Logo abaixo, eu te conto como são a Kite Beach, a The Beach (JBR Beach) e a Jumeirah Public Beach (Sunset Beach), cada uma com um estilo diferente. Confira:

7.1 The Beach

A The Beach ganha o título de queridinha de Dubai pela localização estratégica: fica ali pertinho da Palm Jumeirah, encostada nos prédios da Jumeirah Beach Residence. É a união de um mar calminho com a estrutura urbana gigante ali do lado.

Faixa de areia e mar verde-azulado em The Beach, em Dubai, com banhistas e prédios altos ao fundo.
The Beach é a praia mais disputada de Dubai.

Eu gostei porque o mar é tranquilo pra entrar sem medo, a areia é bem cuidada e você nunca está longe de um banheiro. Da praia, temos a vista direta pra roda-gigante Ain Dubai, na Bluewaters Island, que acaba servindo como um ponto de referência.

Já quando o sol abaixa, o calçadão The Walk at JBR ganha movimento com os clubes e restaurantes funcionando a todo vapor. 

Dentro d’água tem o AquaFun Dubai, um parque inflável que forma a palavra “Dubai” quando visto do alto. É uma estrutura enorme que as crianças parecem adorar. Eu preferi ficar só olhando de longe, mas para famílias com fôlego, parece bacana.

Dica | Logo atrás da The Beach fica a Dubai Marina, ponto de saída de passeios de iate com direito a drinks e petiscos a bordo. Você pode ir durante o dia ou à noite, mas navegar depois que escurece é outra história, porque a iluminação da baía é caprichada.

7.2 Kite Beach

Gosta de praia mais aberta e com aquele astral de dia ao ar livre? A Kite Beach resolve isso rapidinho. Ela fica em Umm Suqeim, é bem longa, espaçosa e o vento sopra com mais força por lá do que na JBR. Por causa disso, virou o ponto principal do kitesurf.

Kite Beach em Dubai com mar verde, areia clara e praticantes de kitesurf ao fundo.
Kite Beach é a melhor praia para pegar ondas.

O lugar é muito sossegado, ideal para relaxar. Como tem salva-vidas em vários trechos, passa uma segurança maior, e a extensão da praia dá mais espaço para os grupos se acomodarem.

Mas olha só, aqui tem pouca variedade de restaurantes e quiosques. Para beliscar algo ou almoçar, o jeito é andar uns minutos ou subir até a Jumeirah Street e escolher um dos lugares por lá.

7.3 Jumeirah Public Beach

A Jumeirah Public Beach, muitas vezes chamada de Sunset Beach, é uma das praias mais fotogênicas de Dubai. Ela fica numa área com vista direta para o Burj Al Arab, o icônico hotel sete estrelas em formato de vela de barco.

Faixa de areia da Jumeirah Public Beach com o Burj Al Arab ao fundo e mar azul claro.
Jumeirah Public Beach em Dubai, com o Burj Al Arab dominando o horizonte.

A estrutura por lá é simples e, em dias com um pouco mais de vento, o pessoal dos esportes aquáticos não perde tempo.

O final do dia é, sem dúvida, o ponto alto. O sol se põe atrás do Burj Al Arab e o céu muda de cor rapidamente, com bastante gente parada só observando ou tentando garantir a foto perfeita. Há poucos quiosques na areia, então a graça aqui é sentar, olhar o mar e deixar o tempo passar.

8. Souk Madinat Jumeirah

A primeira coisa a saber é que o Souk Madinat Jumeirah faz parte do complexo do hotel Madinat Jumeirah. Ele foi inspirado nos souks, os mercados tradicionais árabes, então venha com a expectativa ajustada: não é um mercado histórico, e sim uma produção pensada pra turistas.

Corredor do Souk Madinat Jumeirah com lojas de artesanato, lanternas e visitantes caminhando.
Souk Madinat Jumeirah em Dubai, um passeio entre lojas e detalhes árabes.

Eu tenho minha preferência por lugares autênticos, mas admito que este mercado foi uma surpresa. As galerias são charmosas, passando por pontes e canais artificiais. Visualmente é bonito demais e rende fotos ótimas, ainda mais no lado de fora, com o Burj Al Arab aparecendo em vários ângulos.

As lojas vendem de tudo um pouco, sempre com aquela estética árabe clássica. Vi tapetes, lanternas, perfumes, souvenirs, shishas (narguilé) e vestidos bordados que as mulheres usam em eventos especiais. Nada tem preço etiquetado, então rola uma barganha básica, mas sem exageros.


A parte gastronômica é um capítulo à parte. Os restaurantes passeiam por várias culinárias do mundo, então é muito fácil achar algo que você gosta. Eu adorei o italiano, mas vi opções mexicanas, asiáticas e árabes espalhadas pelo complexo, todas com mesas viradas para os canais.

O interessante é que você sente que o souk não tenta sustentar uma imagem tradicional a qualquer custo. Em dezembro, por exemplo, eles montam decoração de mercado de Natal, com árvore e luzinhas. Não é raiz, nem pretende ser, mas funciona como um passeio agradável dentro do contexto de Dubai.

9. Al Fahidi (Al Bastakiya)

No meio de tantos prédios modernos, o Al Fahidi, ou Al Bastakiya, mostra como seria a Dubai histórica. A área é uma recriação cuidadosa desse passado, com construções de pedra clara revestidas de gesso. Juro, eles chegaram ao ponto de refazer até rachaduras nas paredes.

Construções de barro e torre de vento no bairro histórico Al Fahidi Al Bastakiya, em Dubai, com mesas ao ar livre.
Al Fahidi é como um respiro histórico no meio da modernidade.

Com tanta coisa apontando para o futuro, o passado de Dubai acaba ficando meio esquecido no churrasco. Mas ele existe. No século 19, acordos da Marinha Britânica com governos costeiros do Golfo Pérsico reduziram conflitos no mar e deram segurança para o comércio crescer. Foi aí que Dubai começou a se expandir e se conectar a rotas internacionais.

A melhor parte de Al Fahidi é simplesmente caminhar. As vielas são estreitas, cheias de galerias de arte e museus pequenos que aparecem sem alarde. Gostei mais de andar sem rumo do que de seguir um roteiro engessado, só reparando nas portas, janelas e nos pátios escondidos. Uau, cada cantinho rende uma descoberta.

Um destaque pessoal foi o Coffee Museum. A entrada é baratinha e o conteúdo é ótimo, com peças antigas e explicações sobre o ritual do café em várias culturas. Fiquei mais tempo ali do que tinha planejado inicialmente, confesso.

Saí de Al Fahidi com a sensação de ter visto uma Dubai mais silenciosa e humana, bem diferente do resto da cidade. Não é um passeio grandioso, mas é daqueles que dão contexto e deixam a viagem mais completa.

10. Souk do Ouro

Entre os mercados, o Souk do Ouro (Gold Souk) é um dos mais conhecidos do mundo. Ele fica do outro lado do Dubai Creek, na região de Deira, e faz parte do circuito clássico do lado antigo da cidade.

Pulseiras douradas em vitrine no Souk do Ouro, em Dubai, com corredor do mercado desfocado ao fundo.
Souk do Ouro.

O que mais chama a atenção, pelo menos aos meus olhos de brasileira, é a forma como o ouro aparece nas vitrines. Colares enormes, pulseiras grossas, anéis chamativos e até relógios dividem espaço sem nenhum pudor. Dubai é muito segura, então esse excesso exposto vira quase parte da paisagem — impossível não pensar em Inshallah, muito ouro!

Andando pelas ruas cobertas, fiquei tentando imaginar em que contexto alguém compraria aqueles colares gigantes, que parecem pesar alguns quilos. Talvez para ocasiões importantes, investimento ou, vai saber, decoração de closet. Em alguns cantos, dá até pra ver barras de ouro, embora elas raramente fiquem totalmente à mostra.

Se a ideia for comprar de verdade, precisa ficar atento. O ideal é pesquisar lojas bem avaliadas e perguntar tudo, porque a pechincha é comum. Já li relatos de lugares que exageram ou te enganam sobre a pureza das peças. E obviamente, não precisa comprar nada para o passeio render curiosidades e fotos.

11. Souk das Especiarias

Saindo do brilho do Souk do Ouro, o Souk das Especiarias (Spice Souk) muda o tom. Aqui tudo gira em torno de comida, ervas e temperos usados no dia a dia local, com sacas abertas e cheiros intensos tomando conta dos corredores.

Montanhas de especiarias coloridas no Souk das Especiarias, em Dubai, com etiquetas amarelas.
O Souk das Especiarias é cheio de cores e aromas.

Açafrão, cúrcuma, gengibre, canela e zaatar aparecem aos montes, mas estes não empolgam tanto porque a gente acha no Brasil. O que realmente compensa são os masalas indianos autênticos, pimentas específicas, frutas secas fresquíssimas e as tâmaras, que aqui têm outra qualidade.

Mais do que comprar, o legal é parar, cheirar, tocar os grãos e ouvir as explicações. Eu me peguei comparando aromas e perguntando pra que servia cada mistura, mesmo sem intenção real de levar tudo.

No meio dos temperos, surgem roupas, louças, chocolates e uns produtos aleatórios. Os vendedores puxam conversa com insistência e quase nada tem preço fixo, então barganhar é essencial, sempre no papo leve.

12. Safári no deserto de Dubai

Pouca gente se dá conta, mas basta sair alguns quilômetros da cidade para a paisagem se transformar completamente. É nesse cenário que entra a ideia de fazer um safári no deserto de Dubai, uma das experiências mais marcantes da viagem. 

Dois SUVs em dunas douradas durante um safari no deserto de Dubai, com marcas de pneus na areia.
As impressionantes dunas do deserto de Dubai.

O passeio começa num 4×4 cruzando as dunas, com subidas e descidas que rendem risada nervosa e aquela adrenalina boa.

No meio do trajeto, vem meu trecho favorito: o sandboard. Descer as dunas numa prancha parece simples até tentar se equilibrar, viu? Caí, levantei, tentei de novo e terminei coberta de areia. Além de divertido, o melhor é que não exige preparo físico nenhum.

Depois das dunas, fomos levados a um acampamento com temática beduína. Nada histórico de verdade, mas bem montado. Você pode tirar fotos com roupas típicas, fazer tatuagem de henna e, mais tarde, aproveitar um jantar farto. A noite ficou bem animada, com dança do ventre e shows com fogo.

Um ponto importante envolve as atividades com animais. A maioria das empresas inclui passeio de camelo e falcoaria, o que é uma pena. Recusei participar, a equipe respeitou e o passeio continuou normalmente. 

Isso não diminui a experiência: ir ao deserto continua sendo algo único, daqueles programas que fazem sentido viver uma vez na vida — sem precisar participar de tudo.

13. Bate-volta a Abu Dhabi

O bate-volta até Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes, leva à Grande Mesquita Sheikh Zayed, um dos templos islâmicos mais importantes do mundo. Inaugurada em 2007, ela impressiona pelo tamanho, pelos mármores claros e pelos detalhes minuciosos.

Cúpulas brancas e minarete da Grande Mesquita Sheikh Zayed, em Abu Dhabi, com fonte em formato de estrela no pátio.
A Grande Mesquita Sheikh Zayed.

Ao chegar, a mesquita se destaca pela aparência toda branca, feita de mármore, com cúpulas enormes e detalhes florais por todos os lados. Só estando lá dentro pra entender a escala real.

Para visitar, há regras simples de comportamento. Os sapatos ficam fora apenas no salão principal de oração, e isso faz sentido quando você pisa no tapete gigantesco que cobre todo o espaço. Ele é um dos maiores tapetes feitos à mão do mundo, produzido como uma única peça e finalizado ao longo de dois anos. 

Também há orientação sobre as roupas, que não devem marcar o corpo. Tanto homens quanto mulheres devem cobrir as pernas, mas só as mulheres devem cobrir os braços e usar o véu.

Além da mesquita, o passeio vai a outros pontos turísticos de Abu Dhabi. A orla Corniche aparece no caminho, e há paradas no Louvre Abu Dhabi e nas Etihad Towers, onde subimos no observatório.

O dia geralmente termina no Qasr Al Watan, sede do poder dos emirados. O palácio é enorme, cheio de salões decorados e detalhes dourados, tudo muito bem organizado. Voltei pra Dubai cansada, mas com a cabeça cheia de referências novas e com a sensação de ter conhecido um outro lado dos Emirados dentro da mesma viagem.

14. Global Village

Quando alguém me pergunta como Dubai consegue juntar tanta coisa diferente num só lugar, eu penso logo no Global Village. Ele é um parque temático multicultural, montado fora da zona urbana, dentro do complexo Dubailand. A ideia é simples: reunir pavilhões de vários países em um único espaço.

Praça iluminada no Global Village, em Dubai, com construções em estilo árabe e pessoas sentadas no chão.
Global Village em Dubai, uma volta ao mundo sem sair da cidade.

Cada pavilhão representa um país ou região, com comida típica, produtos e apresentações. Tem Ásia, Europa, África, Oriente Médio e as Américas tudo junto. Eu fui mais pela curiosidade gastronômica e acabei ficando horas ali, pulando de um prato diferente pro outro sem nem ver o tempo passar.

Chegar até lá exige um pouco de planejamento. Dá pra ir de táxi, mas achei mais prático alugar um carro ou usar transporte público, indo até a Union Metro Station e pegando o ônibus 103. 

Já ao adquirir a entrada, vale saber que ela dá acesso só ao parque; brinquedos, atrações específicas e alguns shows são pagos à parte.

Mesmo sendo um parque, existem regras de vestimenta. Nada rígido, mas todo mundo deve cobrir ombros e pernas. Outro detalhe importante é que o Global Village abre apenas por temporada, geralmente entre outubro e abril. Isso faz todo sentido, já que o parque é todo ao ar livre e ganha outra cara à noite, com luzes, shows e bastante movimento.


Turismo em Dubai

Depois de passar por tantos pontos diferentes, dá pra sentir que Dubai muda de cara o tempo todo. Entre prédios futuristas, áreas históricas, praias e desertos, o planejamento faz diferença para a viagem render sem cansaço. 

Por isso, separei abaixo dicas práticas que ajudam a fechar o roteiro com mais segurança e menos improviso:

Onde ficar em Dubai

Escolher o hotel em Dubai influencia bastante toda a experiência da viagem. As atrações ficam longe umas das outras e quase ninguém faz tudo a pé. Por isso, mais do que decidir ficar em um “bairro bonito”,  é importante pensar em logística, estilo de viagem e até se você pretende alugar carro ou usar metrô e táxi.

Dubai se divide em mais de dez regiões com propostas bem diferentes, indo da praia ao centro urbano e a áreas corporativas que funcionam surpreendentemente bem para turistas. 

Entre tudo o que analisei e vivi na prática, estas quatro são algumas das regiões que mais recomendo para uma primeira viagem, com hotéis que fazem sentido de verdade:

  • Jumeirah é perfeita para você ficar perto da praia e não se importa em dirigir. A região é bonita, organizada e menos vertical. Dentro dela, o Four Seasons Resort Dubai at Jumeirah Beach entra como um ótimo custo-benefício considerando o padrão da área, com praia, quartos excelentes e localização estratégica.
  • Dubai Marina e Jumeirah Beach Residence (JBR) funcionam muito bem para ter um equilíbrio: praia pública, restaurantes, vida noturna leve e acesso ao metrô. Aqui, a minha escolha de luxo é o InterContinental Dubai Marina, com diversos bares e um spa completo pra relaxar no fim do dia.
  • Sheikh Zayed Road e Trade Center são escolhas inteligentes para quem quer mobilidade e viaja a trabalho. Essa avenida corta a cidade, concentra estações de metrô e facilita os deslocamentos. Eu fiquei no voco Dubai by IHG e recomendo sem medo: hotel confortável, bom preço para a categoria e localização excelente.
  • Downtown Dubai, aos pés do Burj Khalifa, agrada quem quer estar no centro de tudo. Não é a área mais barata da cidade, mas dá pra equilibrar o orçamento escolhendo bem. O Ramada by Wyndham Downtown Dubai funciona como opção econômica, entregando localização privilegiada sem exigir um orçamento absurdo.

Essas quatro regiões cobrem bem os principais perfis de quem vai a Dubai. Ainda assim, há muitos outros bairros, então vale conferir meu guia completo sobre onde se hospedar em Dubai, onde explico prós, contras, e trago mais sugestões de hotéis para escolher com calma.

Onde comer em Dubai

A gastronomia dos Emirados Árabes nasceu entre o deserto e o mar, então faz todo sentido encontrar muito peixe, cordeiro, grãos e laticínios no prato, além de especiarias como o açafrão, cominho, canela e hortelã. 

Ao mesmo tempo, o turismo transformou Dubai como poucos lugares no mundo. Hoje dá para comer de tudo por lá: receitas locais, culinária árabe moderna, restaurantes internacionais e opções bem descomplicadas no meio do caminho.

A graça, para mim, está justamente nesse equilíbrio. Vale provar os sabores tradicionais como o machboos (arroz temperado com frango) e harees (mingau de trigo com carne) quando surge a chance, mas também sentar em um restaurante gostoso só para comer bem e observar o movimento da cidade. 

Abaixo, selecionei alguns lugares que realmente funcionaram na minha rotina, em estilos e regiões diferentes:

  • Arabian Tea House Restaurant & Cafe | Um dos meus favoritos na parte histórica da cidade. Fica em um pátio cheio de mesas e clima tranquilo, perfeito pra uma pausa depois de passear por Al Fahidi. Pedi um café árabe acompanhado de doces locais e achei tudo simples e muito honesto.
  • Tribes Dubai | Dentro do Dubai Mall, mas com identidade própria. O foco aqui é a culinária dos países africanos, com carnes bem preparadas e temperos diferentes do padrão que a gente espera em shopping. Pedi um corte grelhado com acompanhamentos e gostei bastante do estilo do ambiente, mais escuro e sofisticado.
  • Trattoria | Um restaurante italiano com mesas voltadas para os canais do Souk Madinat Jumeirah. O charme está tanto no prato quanto na vista, especialmente no fim da tarde. Fui de massa fresca com molho simples e um vinho, e achei uma escolha certeira pra um jantar mais calmo depois de circular pelo souk.
  • Catch22 JBR | Bem descontraído e com cardápio variado, fica na The Beach, de frente pro mar. É o tipo de lugar pra sentar sem compromisso depois da praia. Pedi um prato com frutos do mar e uma bebida gelada, e achei a vibe jovem e animada, ótima pra encerrar o dia olhando o movimento da orla.
  • Nido Restaurant & Bar | Mais bar de tapas do que restaurante, o Nido funciona no alto de um prédio na Sheikh Zayed Road e é perfeito pra um fim de tarde mais arrumadinho. O cardápio gira em torno de porções pra dividir, petiscos bem feitos e drinques caprichados.
  • SALT | É uma famosa rede de hamburguerias emiradense que começou como food truck e bombou. O cardápio é direto, focado em hambúrgueres bem feitos até combos infantis. Pedi o clássico da casa e entendi o sucesso: carne no ponto certo e combinação simples que funciona.

Como se locomover em Dubai

Se tem uma coisa importante que você precisa  entender o quanto antes é que Dubai é enorme. As atrações não ficam concentradas em um único bairro e os deslocamentos podem ser beeem longos.

Para o máximo de autonomia possível, alugar um carro é a opção mais confortável. As ruas são largas, bem sinalizadas e dirigir por lá é mais simples do que você imagina. Mais uma vantagem é que vários shoppings e atrações contam com estacionamento gratuito ou pelo menos as primeiras horas sem custo.

Enquanto isso, o metrô de Dubai é eficiente, limpo e bem organizado, além de ligar pontos-chave como Downtown, Dubai Marina e o aeroporto. Porém, ele é limitado quando a atração não fica perto das estações — o que é comum.

Quando o metrô não resolve sozinho, os táxis entram em cena sem drama. São fáceis de encontrar, têm valores acessíveis e funcionam bem para trajetos pontuais ou para completar o caminho até as atrações mais afastadas das estações. 

Outra alternativa interessante, principalmente com poucos dias na cidade, é usar o ônibus hop-on hop-off da City Sightseeing. Ele opera com a linha vermelha e a azul, passando por várias atrações importantes, e permite subir e descer quantas vezes quiser. Não é a forma mais rápida de se deslocar, mas ajuda a ter uma noção geral de Dubai sem se preocupar com rotas ou baldeações.

Onde fazer compras em Dubai

As compras em Dubai acabam entrando no roteiro de um jeito bem natural, mesmo que o seu foco não seja esse. A cidade mistura luxo total com achados curiosos, então, quando surge a dúvida sobre o que vale a pena levar para casa, a resposta depende muito mais do seu estilo do que de uma regra pronta.

Primeiro que os shoppings facilitam demais a vida. O Dubai Mall e o Mall of the Emirates têm marcas do mundo todo, eletrônicos e cosméticos em ambientes climatizados onde a gente até perde a noção do tempo. Nem tudo é barato, mas, em épocas de promoção, dá para encontrar oportunidades ótimas se você pesquisar com calma.

Se a vontade for gastar um pouco menos e sentir o ritmo local, os mercados tradicionais são a escolha certa. Nos souks, tem de tudo: souvenirs, perfumes e temperos, tudo naquele clima movimentado.

E, claro, tem o capítulo dos doces! Muita gente pergunta onde comprar o famoso chocolate de pistache de Dubai, e a boa notícia é que não precisa de muito esforço. Você encontra facilmente em shoppings e mercados, de chocolates árabes à tâmaras recheadas deliciosas.

Ainda por cima, supermercados como Carrefour ou Spinneys costumam ter preços melhores do que as lojas muito turísticas. Anotou a dica?

No fim das contas, as compras funcionam melhor quando acompanham o ritmo do passeio. Você pode sair com sacolas cheias ou só com pequenos mimos na mala. O que importa é aproveitar a caminhada entre vitrines gigantes e corredores perfumados.

Quando viajar para Dubai

Escolher quando ir a Dubai faz bastante diferença na experiência, principalmente por causa do calor. De forma geral, os meses entre novembro e março (inverno) são os mais agradáveis: dias ensolarados, temperaturas mais amenas e noites perfeitas pra passear ao ar livre. Não por acaso, é a alta temporada, e isso pesa nos preços.


De junho a agosto, o calor aperta de verdade. As temperaturas passam fácil dos 40°C, e a rotina acaba girando mais em torno de ambientes fechados, com ar-condicionado no talo. Nessa época, hotéis com boa área interna, piscina e estrutura completa fazem toda a diferença. A vantagem? Tudo é mais barato.

Os meses de maio, setembro e outubro ficam no meio do caminho. Ainda faz calor, mas já dá pra aproveitar melhor a cidade, principalmente no começo da manhã e no fim da tarde. É um bom equilíbrio entre clima aceitável e preços menos salgados, especialmente pra economizar sem ir ao extremo do verão.

Vale considerar também o Ramadã, que muda um pouco o ritmo da cidade com os jejuns diurnos. Restaurantes e cafés funcionam normalmente para turistas, mas há mais discrição durante o dia, principalmente em áreas públicas. Em compensação, à noite tudo ganha vida. Não atrapalha a viagem — só muda o jeito de viver Dubai por alguns dias.

Quantos dias ficar em Dubai

A quantidade ideal de dias em Dubai depende do tipo de viagem que você quer fazer, mas, de forma geral, 3, 5 ou 7 dias funcionam muito bem. Em 3 dias, dá pra conhecer os principais cartões-postais e entender a dinâmica da cidade. 

Com 5 dias, a viagem fica mais completa, incluindo experiências como praia e deserto. Já com 7 dias, é possível explorar Dubai com calma e ainda fazer um bate-volta a Abu Dhabi.

Dubai é um destino que cresce conforme o tempo disponível. Isso significa que quanto mais dias você adicionar, mais camadas da cidade aparecem. O segredo está em organizar bem os dias e agrupar as experiências por região e estilo.

Abaixo, montei roteiros progressivos. Primeiro, o essencial para quem tem pouco tempo. Depois, o que entra naturalmente ao estender a viagem, até chegar a um roteiro de 7 dias bem redondo e sem correria. Confira:

O que fazer em Dubai em 3 dias

Dia 1 | Comece pelo Dubai Mall, que por si só já consome boas horas entre compras e entretenimento, e siga para o Burj Khalifa no fim da tarde. A ideia é emendar o mirante com o pôr do sol e terminar a noite vendo a Dubai Fountain, jantando ali mesmo, sem deslocamentos longos.

Dia 2 | O dia é dedicado ao lado histórico, com Al Fahidi como base. Dá pra passar horas entre vielas, museus pequenos e o Coffee Museum, e depois atravessar para os souks do Ouro e das Especiarias. À noite, coma no restaurante da sua escolha.

Dia 3 | Comece a manhã em uma das praias, só pra sentir o mar e dar uma descansada. À tarde, o passeio segue para o Souk Madinat Jumeirah e, depois, para fotos externas do Dubai Frame. Retornando, conheça as exposições do Museu do Futuro.

O que fazer em Dubai em 5 dias

Dia 4 | Com mais tempo, entra uma experiência mais dedicada. O dia fica praticamente inteiro na Palm Jumeirah, com foco no Aquaventure Waterpark, dentro do Atlantis. É divertido e funciona para famílias.

Dia 5 | A noite no deserto muda completamente o tom da viagem. Vale manter a agenda mais solta durante a manhã e o início da tarde, já que o deslocamento para o safári acontece depois. Dunas, sandboard, jantar e apresentações criam um encerramento diferente, bem longe dos prédios e das luzes da cidade.

O que fazer em Dubai em 7 dias

Dia 6 | O bate-volta a Abu Dhabi ocupa o dia inteiro, mas vale cada hora. A Grande Mesquita Sheikh Zayed é o grande destaque, mas o roteiro ainda passa por orla, museus e palácios.

Dia 7 | Para fechar, um dia descontraído no Global Village. É o tipo de lugar que é  melhor ir sem pressa, explorando pavilhões, comidas diferentes e apresentações. À noite, o parque ganha outra energia e encerra a viagem de um jeito leve.

Mais dicas de viagem para Dubai

Depois de definir o roteiro, alguns detalhes ajudam a viagem a fluir melhor. Aqui, reuni dicas práticas sobre idioma, dinheiro, transporte, mala e outros pontos que costumam surgir só quando a viagem já está perto:

Idioma | O idioma oficial de Dubai é o árabe, mas o inglês dá conta de quase tudo. Mesmo assim, aprender duas ou três palavrinhas locais rende sorrisos, sério. Marhaba é um “oi” simpático, shukran é “obrigado” e tem o clássico Salam Aleikum (“salamaleico”, que é tipo “a paz esteja com você”). Se alguém te disser isso, responder Aleikum Salam (“aleico salam”) fica perfeito e super respeitoso.

Dinheiro e Câmbio | Em Dubai, o cartão resolve quase todos os pagamentos em dirham (AED). Hotéis, restaurantes, shoppings e atrações aceitam pagamento eletrônico sem dor de cabeça, então um cartão internacional como o Wise costuma ser suficiente. Para compras pontuais em mercados, eu levo uma quantia pequena em espécie, trocada antes da viagem na Confidence Câmbio, só como plano B pra situações bem específicas.

Seguro viagem | Dubai é organizada e segura, mas imprevistos acontecem, ainda mais com calor forte, atividades no deserto e dias longos de passeio. Como o atendimento médico para turista não é barato, o mais recomendável é viajar protegido. No nosso comparador de seguros, dá pra ver coberturas, comparar planos e ainda garantir desconto, o que deixa a viagem bem mais tranquila.

Mala | Com o clima quente durante a maior parte do ano, sempre leve roupas leves. Um tênis confortável também é ótimo, porque você vai andar bastante se estiver sem carro. Em alguns lugares — como mesquitas e prédios oficiais — é preciso cobrir pernas e ombros, então um casaquinho fino e um lenço ajudam muito, especialmente para mulheres.

Tomadas e voltagem | As tomadas são do tipo G, padrão do Reino Unido, então vale levar um adaptador universal. Quanto à voltagem, é 220V mas, no dia a dia, celular, notebook e aparelhos bivolt carregam numa boa.

Mapa das atrações de Dubai

Pra você visualizar melhor onde ficam os principais pontos turísticos de Dubai, organizei tudo em um mapa prático. Assim fica mais fácil entender distâncias, agrupar passeios por região e evitar deslocamentos desnecessários durante a viagem. Veja:

Já sabe tudo o que fazer em Dubai?

Depois de passar por mirantes, praias, áreas históricas, deserto e parques, Dubai mostra que vai muito além dos prédios altos. Com esse guia, montar um roteiro equilibrado fica bem mais simples e dá até pra adaptar tudo ao seu estilo de viagem.

Agora é com você: quando for pra Dubai, volta aqui e me conta nos comentários o que mais te surpreendeu. Vou adorar saber como foi a sua viagem!

Escrito por Adriana
Jornalista e blogueira em tempo integral há mais de 10 anos. Já visitou mais de 40 países e ama um roteiro bem completo e equilibrado, com direito a clichês e espaço para novas descobertas. Por aqui compartilha suas experiências de viagem e traz as melhores dicas para que você também se apaixone pelo seu próximo destino.
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