Atualizado em 22 de abril de 2017.

Quando soube que viajaria para o Camboja pela segunda vez, arrumei um jeito de estender a estadia no país pra curtir um pouquinho do turismo em Phnom Penh. Em minha primeira viagem, acabei fazendo como a maioria das pessoas e me limitei a visitar os templos de Angkor em Siem Reap. Óbvio que me arrependi, e não queria cometer o mesmo erro dessa vez.

A princípio, tinha a mesma dúvida que muitos viajantes têm quando decidem conhecer o Camboja: conhecer Phnom Penh vale a pena? Era grande minha curiosidade sobre a história desse povo, e descobri que Phnom Penh é o destino certo para quem tem interesse em aprender mais sobre o que se passou no país.

A história de Phnom Penh e do Camboja

Capital do país, Phnom Penh é a cidade mais populosa e a que guarda mais lembranças sobre o triste passado do Khmer Vermelho, o regime assassino que exterminou mais de 3 milhões de cambojanos em apenas 4 anos.

Olha, eu vou repetir porque até agora não processei direito. Foram mais de 3 milhões de vítimas em apenas 4 anos. A gente já sabia um pouco da história do Khmer Vermelho, mas a história do Camboja não é algo que atraia tanta atenção assim de nós brasileiros, do outro lado do mundo.

Tudo aconteceu há bem pouco tempo atrás, e eu me questiono se o assunto é abordado hoje em dia nas aulas de história (alguém sabe me responder?)

Em poucas palavras, o Khmer Rouge (Khmer Vermelho) foi o partido comunista no poder entre 1975 e 1979, liderado por Pol Pot, o governante genocida que determinou que o Camboja deveria ser um país autossuficiente.

Para isso, instituíram uma reforma agrária que levou a nação à fome generalizada. Cortaram serviços médicos, levando milhares à morte por doenças simples ou que tinham cura. Tomaram uma série de outras medidas que incluíam torturas e execuções de forma totalmente arbitrária. Resumindo: Camboja foi o local de um dos maiores genocídios do mundo.

Mas uma visita à capital do Camboja não se justifica pra quem quer apenas aprender história. Nós curtimos muito o clima da cidade, que é muito mais desenvolvida do que imaginávamos. Tem diversão pra todos os gostos, comida boa e barata e, o melhor de tudo, o sorriso dos cambojanos. Que amor por esse povo que, apesar das dificuldades, está sempre sorrindo. Sempre!

Se você pensa em visitar o Camboja, estique sua viagem e confira aqui uma lista com o que fazer em Phnom Penh em 1 ou 2 dias. Esse foi o tempo que tivemos na cidade, suficiente pra aproveitarmos bastante.

O que fazer em Phnom Penh em 1 ou 2 dias

Dia 1: Killing Fields, Museu do Genocídio (S-21) e Mercados

Começamos o dia cedo. Combinamos com um tuk tuk de nos buscar às 8h no hotel e de passar o dia com a gente. Ele nos levou para os três lugares que definimos e cobrou US$ 20 para 4 pessoas. Seguimos então para nosso primeiro destino.

Killing Fields of Choeung Ek

Dá um nó na garganta só de relembrar esse lugar. Aliás, como você já pode imaginar, mergulhar na história do Camboja é mesmo de deixar o coração apertado e o estômago embrulhado.

Mas nós fomos lá para ver tudo de perto, e os dois lugares mais apropriados para isso são justamente o Killing Fields e a Prisão S-21, que falarei em seguida.

Nota: Para quem é muito sensível ou “não gosta de ver tragédia”, é melhor pular esses dois destinos, embora eu recomende muito conhecê-los.

A área conhecida como Killing Fields era originalmente um cemitério chinês, até ser transformada em um cruel campo de extermínio na época do Khmer Vermelho.

A visita não fará muito sentido sem que você saiba as histórias que ocorreram ali. Como há pouquíssimo material escrito, pegue um áudio guia logo na entrada. A entrada custa US$ 6 já com o áudio guia.

Eu não vou me estender em cada detalhe do lugar, para que esse post não fique parecendo uma história de terror – mesmo porque ainda tem muita coisa pra falar de Phnom Penh além disso. Mas vou tentar dar uma ideia do que é o Killing Fields.

Logo na entrada, damos de cara com uma grande estupa em estilo budista. Ao invés das imagens de Buda que normalmente encontraríamos, dentro dessa estupa ficam os ossos de pelo menos 8 mil vítimas do genocídio, que acontecia ali mesmo. A análise dos crânios permitiu saber de que forma eles foram assassinados e… bem… eles economizavam munição, então um tiro na cabeça não resolvia o problema.

O Que Fazer em Phnom PenhO Que Fazer em Phnom PenhAs cenas das tragédias iam passando na minha cabeça, enquanto percorria o lugar, escutava as histórias pelo fone de ouvido e ia engolindo seco. Até chegar no local em que matavam os bebês. Era em uma árvore, para ser mais exata. Sem armas, na base da força apenas. Na frente das mães.

Depois dali, sentei por um bom tempo pra me recompor e juntar energia pra seguir para o próximo destino.

Tuol Sleng Genocide Museum (S-21 Prison)

Após o baque da visita ao Killing Fields, fiquei na dúvida se deveria seguir para o S-21, mais um lugar onde veria tantas outras tragédias. Eu já estava destruída o suficiente.

Mas eu pensei que minha fraqueza naquele momento não iria mudar em nada o passado negro de Phnom Penh. E já que eu estava lá, por que não encarar e saber direito tudo que se passou ali? Melhor saber e sentir do que ficar na ignorância.

Respira fundo e segue em frente. Pegamos novamente o tuk tuk e em meia hora chegamos no S-21.

A prisão S-21, ou ainda Museu do Genocídio (Tuol Sleng Genocide Museum), era até então uma escola. No regime Khmer, foi mais um lugar transformado em um lugar de pânico. Mais de 14 mil pessoas morreram ali, entre homens, mulheres e crianças. Apenas 8 pessoas que entraram nessa prisão conseguiram sobreviver.

O Que Fazer em Phnom Penh

O Que Fazer em Phnom PenhAcho que pagamos algo como US$ 6 pela entrada, que também inclui um áudio guia. Difícil analisar qual dos dois lugares foi o mais cruel. Não sei dizer se a visita ao S-21 foi mais difícil por eu já estar abalada com a visita anterior ao Killing Fields, ou por ter visto mais detalhadamente as histórias de crueldade no S-21. Saí de lá sem terminar de ver tudo, pois no final já não tinha mais forças. Simplesmente não deu pra mim.

Central Market e Night Market

Depois de tanta tristeza, precisávamos de algo pra distrair, relaxar e que não exigisse muito mais da minha cabeça. Deixamos os lugares históricos para o dia seguinte e resolvemos ir passear nos mercados. Era meio da tarde ainda e pedimos pro tuk tuk nos deixar no Central Market.

O Que Fazer em Phnom PenhO Central Market reúne uma variedade de bugigangas, produtos falsificados e souvenirs de viagem, como todo bom mercado tradicional. Prepare-se para barganhar bem caso queira comprar alguma coisa.

Nós saímos de lá de mãos vazias, mesmo porque não temos espaço na mala pra carregar nada extra. Mas curtimos a arquitetura do local, em um estilo Art Deco da década de 30.

Não muito distante do Central Market, dá pra seguir caminhada por alguns quarteirões até chegar ao Night Market, que já começa a partir de umas 17h. Se ainda tiver disposição, vale a pena chegar lá. Tem muita coisa barata, incluindo boas opções de comida (que não tem no Central Market).

Ao final de um dia mega exaustivo, acho difícil alguém ter disposição de querer curtir a noite de Phnom Penh. Mas se esse for seu caso, é só conferir o que fizemos na noite do dia 2 e antecipar seu roteiro.

Dia 2: Independence Monument, Royal Palace, Museu Nacional e Noite

Em nosso segundo dia procuramos mudar de ares e conferir o que fazer em Phnom Penh além de ver tantas tragédias, pois já tínhamos tido nossa dose suficiente de tristeza no dia anterior.

Nosso hotel tinha uma boa localização, então resolvemos passear à pé. Nós planejamos conhecer alguns lugares que acabamos não indo, pois ficamos enrolando depois do almoço e resolvemos aproveitar a noite em Phnom Penh.

De qualquer forma, vou colocar todas as atrações aqui, que podem facilmente ser feitas no segundo dia de viagem.

Independence Monument

Localizado bem no centro de Phnom Penh, o Monumento da Independência é um ponto bem importante da cidade. Ele representa a libertação do Camboja da colonização francesa, que se estendeu de 1863 até 1953.O Que Fazer em Phnom Penh

Atualmente, alguns feriados nacionais são comemorados ali, como o Dia da Independência (9 de Novembro) e o Dia da Constituição (24 de Setembro).

Nós passamos pelo Independence Monument no começo do dia e retornamos à noite. Sem dúvidas o melhor horário pra tirar fotos do local é ao anoitecer, quando o monumento fica todo iluminado. Enquanto tirávamos umas fotos, percebemos uma boa movimentação de jovens ali, nos pareceu ser um ponto de encontro deles.

Royal Palace e Silver Pagoda

Um fica do lado do outro e dá pra visitar os dois de uma vez. Essa é uma das residências do Rei do Camboja e, quando ele está no Palácio, a bandeira real azul é hasteada.

O Royal Palace tem quatro portões. Ouvimos dizer que o portão oeste era usado para a passagem de prisioneiros condenados à morte. Já o portão sul é o que dá acesso ao público para a Silver Pagoda. Nós pagamos US$6,50 de entrada, e o público pode visitar diversas áreas do Palácio. A entrada pra Silver Pagoda é gratuita.

O Que Fazer em Phnom Penh

O Que Fazer em Phnom Penh

A história do Palácio começou em 1866, quando a Família Real se mudou pra lá. Logo no ano seguinte, Phnom Penh se tornou a capital do país. E durante o Khmer Vermelho, o Royal Palace se tornou uma prisão, onde o Rei e sua família eram mantidos.

Já na Silver Pagoda, a atração é o Emmerald Buddha (apesar do nome de esmeralda, ele é feito de cristal). Tem uns murais no entorno que lembram um pouco o Grand Palace, um dos templos mais famosos da Tailândia. Mas os murais da Silver Pagoda não estão bem preservados.
O Que Fazer em Phnom Penh

Ah, aqui vale a mesma regra dos templos em geral quanto a roupas: tem que cobrir joelhos e ombros. Nós já sabíamos e fomos vestidos adequadamente. Chegando lá, vimos que nem com um lenço nos ombros eles deixam entrar, então nesse dia já sabe: blusa de manga!

National Museum of Cambodia

Esse foi o lugar que pulamos porque ficamos de preguiça aproveitando a piscina do hotel. Mas o Museu Nacional do Camboja é o maior museu histórico e arqueológico do país. A construção do museu é no estilo Khmer e ele foi aberto em 1920.

São milhares de exposições lá divididas por época, desde a era pré-histórica, passando pelo pré-Angkor, Angkor e pós Angkor. Se você for a esse museu em Phnom Penh, depois me conta o que viu por lá e o que eu perdi por causa da preguiça!

Noite em Phnom Penh

Para a noite em Phnom Penh, nós tínhamos duas opções: ver um show de dança tradicional Khmer ou fazer um tour guiado para explorar melhor a noite na cidade. Nós ficamos com a segunda opção.

Caso você se interesse pelo show, prepare-se para ver a “Apsara and Traditional Khmer Dance”, uma dança típica organizada pela chamada The Cambodian Living Arts. O show rola no Museu Nacional e custa US$ 15. Acontece às segundas, quartas e aos fins de semana. Se você escolher ir ao show, volta aqui e conta pra mim como foi!

Agora, se você quiser ter um gostinho melhor de como é a vida noturna, sugerimos fechar o tour que fizemos com a Vespa Adventures. Nós já tínhamos feito um passeio com eles em Siem Reap e adoramos (você pode conferir no post Siem Reap além O Que Fazer em Phnom Penhdos templos de Angkor). Resolvemos fechar também o tour noturno em Phnom Penh, e tivemos uma das melhores noites dos últimos tempos!

Bares descolados, música cambojana ao vivo, restaurante tradicional e uma boa comida de rua. O que poderia ser mais autêntico e divertido do que isso? Pra completar, drinks, cervejas e a companhia do nosso guia, que sem dúvida foi o ponto alto da noite! A hora voou e infelizmente não podíamos esticar até altas horas, porque tínhamos um voo cedo no dia seguinte.

O Que Fazer em Phnom Penh

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Onde se hospedar em Phnom Penh

A capital do país não é tão grande assim. Não tivemos grandes problemas com trânsito e nenhuma dificuldade para circular pela cidade.

A área mais ao sul (BKK1 e Tonle Bassac) tem bons hotéis, com opções mais novas e modernas. A área norte (próxima ao Wat Phnom) é bem agitada durante o dia e mais sossegada à noite, mas de lá se chega rapidamente ao centro.

Nós fechamos o Home Chic Hotel, um hotel bem novinho numa localização ótima. Dava pra fazer várias coisas à pé. O café da manhã não estava incluso na diária, o que nós achamos até bom pra poder experimentar os vários cafés que ficam ali pelas redondezas (inclusive uma das maiores Starbucks que eu já vi!). Ainda tinha uma piscina que serviu pra nos refrescar do calorão que tava fazendo nessa época (dezembro).

Ali em volta tinham diversos hotéis, o que deixa a área bastante movimentada de dia e de noite. Você pode usar o Booking pra fazer a reserva e, se você quiser mais opções, é só conferir essa lista de acomodações em Phnom Penh.

Viagem protegida

Na hora de planejar sua viagem pro Camboja, não se esqueça de incluir um seguro de viagem. Já precisamos usar algumas vezes e, se não fosse o seguro, já estaríamos com um rombo na conta. Se sua viagem for de férias, recomendo fazer uma comparação de preços com a Segurospromo. Tem bastante opção, só escolher a que melhor se encaixa às suas necessidades. E usando o nosso código EMALGUMLUGAR5 você ainda ganha 5% de desconto.

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E aí? Ainda tem alguma dúvida se vale a pena conhecer Phnom Penh?

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38 COMENTÁRIOS

    • Com certeza Márcia. O Camboja tem recebido cada vez mais visitantes, inclusive brasileiros! O lugar é realmente incrível, e além das belezas do lugar as pessoas são demais!

    • As pessoas no Camboja realmente são muito receptivas. Sempre com sorriso no rosto é um dos pontos altos da visita ao país! Hahuahauhua muito legal o seu relato! Em Phnom Penh dois caras no Palácio Real também pediram para tirar foto comigo como lembrança da viagem, acho que foi pela barba!

    • É, Maria, a historia recente do país é muito triste! E é incrível ver como as pessoas superaram tudo isso mostrando sorriso no rosto e vontade de ajudar! Vale muito a pena visitar o país!

    • É Camilla, o vôo é realmente longo, mas vale cada hora! O Camboja é incrível principalmente pelas pessoas. É impressionante ver a alegria do povo mesmo depois do triste passado recente com o regime Khmer Vermelho. Insista! Vale muito!
      Obrigado, abraços!

    • Obrigado, Pedro! Phnom Penh talvez tenha sido a cidade que mais mexer com a gente emocionalmente. Conhecer a história recente do local é transformador. Bom 2017 pra você também! Abraços!

  1. Muito obrigado por compartilhar suas valiosas experiências de viagem. Vou ao Camboja e estou fechando meu cronograma, vou chegar em Phnom Pehn vindo de Bangkok e gostaria de conhecer Siem Reap e a ilha de Koh Rong Samloem.
    Aí começam a surgir as minhas dúvidas em relação a logística e dias em cada cidade.
    Pensei em ficar 2 dias em Phnom Pehn, 3 em Siem Reap e 3 na ilha de Koh Rong, mas sabendo que Siem Reap fica do lado oposto de Koh Rong, gostaria de saber se você conseguiria me ajudar com algumas dicas relacionadas ao transporte e também se os dias estipulados em cada cidade seriam suficiente?
    Estarei no Sudeste asiático por 21 dias e além do Camboja, gostaria de conhecer a Tailândia – Chang Mai, Bangkok, phuket e ilhas phi phi – e o Laos (este quase que descartado do roteiro por falta de tempo) . Imagino que se fizer meu cronograma muito corrido não irei desfrutar as cidades da maneira que elas realmente merecem.
    aguardo a resposta, e parabéns pela qualidade e funcionalidade das informações

    • Oi Roberto! Obrigada pelo elogio! Sempre bom ajudar viajantes 🙂
      Quanto ao seu roteiro pelo Camboja, a quantidade de dias para cada local está o suficiente sim. Não estive em Koh Rong (ficou pra próxima!) então não posso ajudar com dicas de transporte para lá. Mas entre Phnom Penh e Siem Reap, fiz o trajeto de ônibus com a Giant Ibis e recomendo, viagem bem tranquila, ônibus confortável e com wifi.
      Aqui no blog você irá achar mais dicas para sua viagem pelo sudeste asiático. Moramos um tempo na Tailândia e podemos ajudar com mais informações se precisar. Um abraço e boa viagem!

    • Oi Wal! Realmente a história do genocídio é muito pesada, levamos um tempo pra digerir tudo o que vimos. Mas sem dúvidas vale a pena conhecer e aprender mais sobre a história desse lugar incrível. Um beijo!

  2. Primeiramente, quero dizer que me convenceu. Quando eu for ao Camboja, certamente vou querer dedicar um tempo para conhecer Phnom Penh.
    Eu fiquei chocada com essa história do genocídio, já até pesquisei aqui para saber mais a fundo, pois não sabia desse fato triste (ao menos não me lembrava)…
    Belo post!!!

    • Maryanne, realmente Phnom Penh é bem diferente de Siem Reap, não vimos ruínas ou vestígios do passado dos reinos e sim sequelas de uma história recente muito triste. Foi muito bom ter vivido esse outro lado do país. Abs

    • O lugar é realmente especial. Seja pela passado distante em Siem Reap ou pela triste história recente em Phnom Penh. Se tiver oportunidade visite! Você não vai se arrepender.
      Abs e boas viagens!

  3. oi… esse é o tipo de destino que me atrai e me desafia, pois me tira completamente da zona de conforto. Beleza aliada a costumes muito diferentes, história forte, cultura distante da nossa… Gostei de tudo o que li e aprendi aqui, nesse texto.

    O Camboja está em minha interminável lista de destinos desejo, mas como não tenho previsão de conhecer nunca me aprofundei em pesquisas sobre ele e por isso mesmo adorei viajar por aqui: me ajudou a construir as primeiras memórias sobre o país. bj

    • Todo mundo quando pensa em Camboja pensa nos templos de Siem Reap e não leva em consideração conhecer um pouco mais sobre o país com uma visita a capital. Entendemos, pois muitas vezes falta tempo! Mas o passado recente do país, que não é mostrado de nenhuma forma em Siem Reap mostra realmente o que as pessoas de lá passaram. Todos os habitantes hoje são sobreviventes e a forma com que eles encaram isso nos surpreendeu! Sorrindo e fazendo de tudo pra fazer a vida seguir em frente e olhar tudo isso como página virada!
      Abs e boas viagens!

    • Fran, é um lugar com um passado recente muito triste! É legal poder presenciar a simpatia do povo, os sorrisos mesmo depois de tudo que aconteceu! Recomendo muito a visita!

  4. Ola, td bem?
    Muito bom seu texto.
    Moro no Camboja ha 3 anos e meio e temos 2 filhas adotivas cambojanas e mais a nossa brasileirinha que nasceu na Indonesia 🙂
    Voce perguntou se a historia do Khmer rouge eh estudado nas escolas? Olha, cuidamos de um centro infantil e nossas criancas falam que os professores nao ensina muito sobre isso, eles nao entram em muitos detalhes.
    Ate mesmo os pais das criancas que cuidamos, alguns deles foram obrigados a lutar na guerra, mas eles tambem nao falam quase nada sobre esse tempo com suas familias.
    Na verdade, eles querem esquecer essa parte da historia.
    Pela minha realidade, pelo menos onde moro e naoeh em Phnom Penh, percebemos que essa nova geracao, nao sabe muito de seu passado tao triste.
    Abs,
    Aline

    • Nossa Aline, que incrível sua história! Onde vc mora por aí? Nós temos muita vontade de voltar no Camboja, e seria incrível poder conhecer um pouco mais da sua história e da sua filharada <3
      Nós conversamos com alguns cambojanos e também sentimos que eles querem esquecer essa parte da história - algo que nos gera tristeza e admiração ao mesmo tempo. Um povo incrível demais, com uma história muito sofrida e ainda com o "poder" do perdão e do esquecimento.
      Adoraríamos saber um pouco mais do que acontece por aí de verdade...
      Um grande abraço e obrigada pelo seu relato!

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