
Faça sua cotação e confira os melhores preços de seguro para a sua viagem.
Antes de pisar no Vietnã, fiquei dias pesquisando o que fazer em Hoi An, tentando entender por que todo mundo elogiava tanto essa cidade. O país é cheio de destinos incríveis e, na dúvida entre conhecer Hue ou Hoi An, acabei optando pela segunda. E vou te dizer: foi uma das melhores decisões da minha viagem pelo Sudeste Asiático!
Hoi An é uma cidade mais tranquila, acolhedora, e com um clima que te abraça já no primeiro passeio pelo centrinho antigo. Mesmo sendo bem turística, ela conseguiu preservar suas raízes.
Ao contrário de outros destinos vietnamitas, a história de Hoi An não gira em torno da guerra, mas de séculos atrás, quando a cidade era um porto comercial disputado por mercadores de várias partes do mundo.
Hoje, os casarões coloniais continuam de pé, os costumes tradicionais seguem ativos, e as lanternas coloridas dão um ar especial para as noites.
Inclusive, é por isso que Hoi An é conhecida como a Cidade das Lanternas. Toda lua cheia, o centrinho apaga as luzes elétricas e as ruas ganham o brilho quente das lanternas de papel, refletidas no rio Thu Bon.
Mas, sem mais delongas, me diz: tá pronto pra descobrir por que tanta gente volta apaixonada desse lugar? Nesse post, vou te mostrar as atrações que mais curti, com dicas certeiras pra te ajudar a montar o seu roteiro. Vem ver:
- Cidade Antiga de Hoi An
- Encomendar roupas sob medida com alfaiates
- Fazer uma aula de Culinária
- Festival das Lanternas
- Hoi An Night Market
- Passear de moto ou bicicleta (pelos campos de arroz)
- Passear de barco pelo rio Thu Bon
- Praia de An Bang
- Ruínas de My Son
- Marble Mountains
Direto ao Ponto: o que fazer em Hoi An
- Bater perna na Cidade Antiga é quase obrigatório, então passe pela Japanese Covered Bridge, entre nas old houses e pare nos principais assembly halls: Phuc Kien, Quang Trieu e Trieu Chau.
- Reserve umas horinhas pra conhecer o Precious Heritage Museum, que é disparado o mais bonito da cidade. E se der tempo, encaixe o Museum of Folk Culture no roteiro. Você vai sair de lá sabendo muito mais sobre o Vietnã.
- Não deixe de assistir a um espetáculo tradicional na Hoi An Traditional Art Performance House. É simples, mas bem feito. Também indico fazer uma aula de culinária, me diverti bastante e ainda rolou degustação.
- Provei um dos melhores cao lau da viagem no Morning Glory, e o Bánh mì da Madam Khanh ganhou fácil de muitos por aí. Os dois lugares são certeiros pra comer muito bem e gastar pouco.
- Fiquei hospedada no Allegro Hoi An, super central e com uma piscina fresquinha pra aproveitar depois de tanto turistar. Outro interessante é o Anantara Hoi An, tem um jardim lindo e um bom custo-benefício.
- Evite ir nos meses de outubro a janeiro, porque a chuva atrapalha a andar pela cidade. Prefira ir entre fevereiro e abril. Quanto a duração da viagem, uns 4 dias inteiros é o tempo ideal pra aproveitar tudo sem correria.
Veja o que fazer em Hoi An e monte seu roteiro com os melhores passeios
Hoi An é pequena e muito fácil de conhecer, mas isso não significa que falte coisa pra ver. As atrações são bem concentradas e, ao andar pelas ruas, você encontra construções antigas, templos, mercados e outros lugares que ajudam a entender o passado e o dia a dia da cidade.
Uma dica que eu dou é começar com um free tour por Hoi An. A caminhada leva cerca de 3 horas e você será acompanhado por um guia que fala inglês, passando por atrações como a Japanese Covered Bridge, a Casa Quan Thang, a Cantonese Assembly Hall e o Hoi An Market.
Além de te ajudar a se localizar, o guia conta curiosidades históricas que fazem muita diferença no entendimento de Hoi An. O melhor de tudo é que no final você paga o valor que achou justo.
Agora sim, anota aí o que mais gostei de visitar por lá:
1. Cidade Antiga de Hoi An
Andar pela Cidade Antiga de Hoi An é uma delícia. Tombada como Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1999, essa área tem um quê mágico, com casinhas amarelas, portas de madeira com décadas (às vezes séculos) de história, e ruas de paralelepípedo que mais parecem cenário de novela de época. E quando anoitece… aí vira poesia: tem lanternas acesas por todos os lados!

O legal é que caminhar ali é 0800. A famosa taxa de entrada (Hoi An Old Town Ticket) só é cobrada se você quiser entrar em atrações específicas, tipo museus, antigas residências ou nos assembly halls. Esses bilhetes são vendidos em quiosques amarelos, que são bem fáceis de encontrar pelo centro.
O que mais me pegou foi o clima tranquilo e acolhedor, mesmo com a quantidade de turistas. Lá, tem um mix bonito de influências vietnamitas, chinesas e japonesas, já que a cidade era rota comercial importante no sudeste asiático.
E já que estamos falando dessa parte do destino, selecionei alguns dos lugares mais marcantes e imperdíveis da Cidade Antiga de Hoi An, que te ajudam a entender porque esse cantinho do Vietnã tão especial:
1.1 Japanese Covered Bridge
A Japanese Covered Bridge é um dos cartões-postais mais antigos da cidade e continua lá, firme desde o século 17. Foi construída pela antiga comunidade japonesa de Hoi An, que queria ligar dois mundos que conviviam por ali: o bairro japonês e o chinês.

A ponte é pequena, mas não passa despercebida. Ela é coberta, tem telhado curvado, colunas robustas e, no meio, ainda guarda um mini templo dedicado a uma divindade protetora.
Muita gente chega esperando algo mais grandioso, então pode até rolar uma leve frustração. Mas, na real, o que faz o lugar ser especial é o contexto. Pensa numa estrutura que passou por enchentes, guerra e nunca foi abalada.
Ela fica no centrinho da Cidade Antiga, na área de Minh An, super fácil de achar. Passei por ali tanto de dia quanto à noite e recomendo que você faça o mesmo. Quando o céu escurece e as lanternas acendem, a cena muda completamente.
Ali por perto tem cafés tranquilos e lojinhas de artesanato que combinam muito com uma pausa estratégica. Um dia, parei só pra tomar um café com leite de coco e ver o pessoal passando.
Dica | Se quiser um clique bonito, o melhor ângulo é vindo da lateral, com as casas tradicionais e o rio compondo o cenário ao fundo.
1.2 Old houses: Tan Ky, Duc An, Quan Thang e Phung Hung
Visitar as casas antigas de Hoi An é uma forma simples e direta de entender como era o cotidiano das famílias comerciantes de séculos atrás. São construções de madeira bem preservadas, com detalhes das culturas chinesa, japonesa e vietnamita. Algumas ainda são mantidas pelas próprias famílias, o que deixa tudo com um ar mais real.

A Old House of Tan Ky talvez seja a mais famosa entre elas, e dá pra entender o motivo. Ela fica bem no centrinho da Cidade Antiga e impressiona pela madeira escura, as colunas amarelas entalhadas e paredes com marcas das enchentes. Quando você entra, tem a sensação de que tudo ali parou no tempo, mesmo com a quantidade de gente passando.
Já a Duc An House é mais discreta, mas tem uma história curiosa. No passado, funcionou como farmácia, livraria e chegou até a ser ponto de encontro político. É menor, mas muito rica historicamente.
A Quan Thang Ancient House também tem um interior bem preservado, com pinturas nas paredes, muita arte em madeira e janelas que dão direto pra um pátio interno. O diferencial é o cardápio das comidinhas que servem por lá, especialmente o white rose dumpling, bolinhos delicados que fazem jus a todos os elogios.
Por fim, a The Old House of Phung Hung, que muita gente acaba deixando de lado, mas eu achei uma das mais interessantes. Fica ao lado da Japanese Covered Bridge, tem uma varanda com vista pra rua, várias esculturas e vendas de peças bordadas à mão.
Se fosse pra escolher só uma, eu diria pra você visitar a Tan Ky. Mas o ideal mesmo é tentar conhecer pelo menos duas ou três, porque aí você percebe como cada casa tem seu jeito, sua história, e como todas juntas ajudam a montar o “quebra-cabeça” da cidade.
1.3 Assembly halls
Já os assembly halls são antigos salões de reunião construídos pelas comunidades chinesas que viviam em Hoi An durante os séculos 17 e 19.
Cada grupo regional (como os Fujian, Cantoneses e Teochew) ergueu seu próprio espaço, que servia tanto pra encontros sociais quanto pra práticas religiosas.
Hoje, esses salões funcionam como pequenos templos e estão entre os pontos mais interessantes da Cidade Antiga.
Todos ficam a poucos minutos de caminhada um do outro e impressionam pelo nível de detalhe na arquitetura, pelos pátios internos e pelos altares dedicados a divindades chinesas.
No total, há cinco desses na cidade, mas vou te falar mais sobre os três principais:
1.3.1 Fujian Assembly Hall (Phuc Kien)
O Fujian Assembly Hall é, sem dúvida, o mais conhecido e visitado entre os três. Sua entrada em tons de vermelho e verde já chama atenção de longe, com detalhes esculpidos em madeira, dragões e mosaicos super elaborados.

Foi construído no final do século 17 e dedicado à deusa do mar, Thien Hau, que protege pescadores e marinheiros — o que faz todo o sentido, já que a cidade nasceu à beira do rio Thu Bon.
Lá dentro, o pátio aberto dá acesso a altares com oferendas, estátuas douradas e incensos gigantes pendurados no teto. Aqueles incensos espiralados e velas enormes vão queimando devagarinho.
Achei tudo tão rico em detalhes que tive que dar duas voltas só pra absorver tudo. Sem dúvidas, é um lugar que fala muito da cultura local.
Se você estiver hospedado nas áreas de Minh An ou Cam Pho, esse salão fica pertinho e fácil de visitar no mesmo dia em que fizer o circuito de museus. E se der sorte de estar por lá no Festival da Lua Cheia, não hesite em conhecer, o clima fica ainda mais especial com as lanternas iluminando os arredores à noite.
1.3.2 Cantonese Assembly Hall (Quang Trieu)
O Cantonese Assembly Hall é menor do que o anterior, mas é igualmente bonito e cheio de personalidade. Ele foi construído no final do século 19 pela comunidade de Cantão, e aqui o foco é a devoção a heróis e figuras lendárias, como Guan Yu, um guerreiro da China Antiga que foi símbolo de lealdade e coragem.

A decoração tem mais tons escuros, com esculturas de dragões em pedra no pátio e detalhes esculpidos em madeira.
O que me chamou atenção nesse lugar foi a sensação de calma. Mesmo com turistas entrando e saindo, o ambiente tem um silêncio respeitoso, talvez pela forma como o templo é mantido e cuidado.
E olha, depois da visita, vale parar num café da região pra tomar um café com leite de coco ou experimentar um cao lau, prato típico de Hoi An que você vai ver em todo canto. Um bom lugar pra isso é nas ruas ao redor do mercado central, que ficam a alguns passos do templo.
1.3.3 Teochew Assembly Hall (Trieu Chau)
Fundado no século 19, o Teochew Assembly Hall é o menos visitado dos três, mas talvez por isso mesmo seja o mais tranquilo e gostoso de conhecer.
Construído pela comunidade Teochew, originária do sul da China, ele fica meio escondido entre ruas laterais da Cidade Antiga, e quando você entra, é recebido por uma estrutura mais simples, mas não menos charmosa.
A grande sacada aqui é o trabalho artístico nos painéis, janelas e até no telhado. Tudo feito com cuidado, com cores bem preservadas e aquele aroma relaxante de incenso no ar.
Não é um lugar grande, então o passeio é rápido, mas rende boas fotos e é uma pausa legal do agito do centro. Em alguns momentos, dá até pra ouvir o som dos barquinhos passando lá no fundo.
Perto dali tem uma área cheia de lojinhas de artesanato e produtos locais, como peças de seda e bolsas feitas com fibras de bambu.
Se quiser esticar o passeio, dá pra ir andando até o Hoi An Silk Village, ou seguir de bike em direção a Cam Thanh, onde você pode ver os famosos barcos-cesto balançando nos canais.
1.4 Museus em Hoi An
Hoi An não tem uma quantidade enorme de museus, mas os poucos que existem são bem variados.
A maioria tem um estilo mais histórico, focado nas tradições locais, antigas rotas comerciais e na mistura cultural que moldou a cidade. Não espere museus super tecnológicos ou modernos, e sim espaços mais simples, com muito conteúdo.
Se quiser entender a cidade além da beleza das lanternas e dos clássicos casarões amarelos, eu indico visitar ao menos dois ou três. O bacana é que os museus ficam todos concentrados ali pela Cidade Antiga, então dá pra encaixar fácil entre uma caminhada e outra.
Confira os três museus que eu mais recomendo visitar em Hoi An:
1.4.1 Precious Heritage Art Gallery Museum
Esse é de longe o museu mais surpreendente de Hoi An, e o mais bonito também! O Precious Heritage Art Gallery Museum é tanto uma galeria de arte quanto uma exposição etnográfica, e foi criado pelo fotógrafo francês Réhahn, que viajou pelo Vietnã registrando os trajes e rostos das minorias étnicas do país.

Por lá, há 5 salas. As fotografias são enormes, detalhadas, com cores intensas que realmente mexem com a gente.
Além das imagens, ele conseguiu reunir trajes originais dessas etnias, que hoje são raríssimos. É muito bacana ver pertences tão únicos em um espaço bem cuidado. Você não paga para entrar, o que já mostra que o projeto é muito mais cultural do que comercial.
Eu saí de lá com outra visão sobre o Vietnã, muito além do que mostram nos guias. E apesar do museu ser pequeno, foi difícil não querer ficar ali por horas observando tudo .
1.4.2 Museum of Trade Ceramics
O Museum of Trade Ceramics mostra como Hoi An virou potência no comércio entre os séculos 15 e 19. Instalado num casarão de madeira lindíssimo, o museu foca nas antigas rotas comerciais com China, Japão, Oriente Médio e até Portugal. Basta uma visita pra você entender que como tudo ali passou pelas mãos de mercadores que ajudaram a criar o que a cidade é hoje.

As peças em si são interessantes, porém o mais fascinante mesmo é o prédio. Ele representa uma típica casa de comerciantes vietnamitas, com um jardim interno e janelas de treliça. Tem umas placas que explicam os cômodos da casa e as funções de cada espaço, o que torna a visita mais interativa.
Agora, sendo sincera: se tiver pouco tempo em Hoi An, esse pode entrar como um passeio extra. É legal? Sim! Mas comparado com o Precious Heritage, não causa taaanto impacto.
1.4.3 Museum of Folk Culture
Outro que eu conheci foi o Museum of Folk Culture, dedicado ao cotidiano e às tradições populares do centro do Vietnã. As salas têm de tudo um pouco: ferramentas antigas, roupas típicas e miniaturas de ofícios que faziam parte da vida em Hoi An, como ceramistas, pescadores e, olha só, os famosos alfaiates. Incrível como já naquela época os costureiros da cidade chamavam atenção, né?
A parte que eu mais gostei foi a aula de bordado à mão, tudo foi ensinado com tanta paciência que até considerei incorporar esse hobbie nas minhas horas vagas, rs.
O prédio em si é mais simples e o acervo é meio antigo, mas tudo ali tem muito conteúdo e te conecta às tradições do país. Gostei!
1.5 Hoi An Traditional Art Performance House
A Hoi An Traditional Art Performance House é uma pequena casa de espetáculos que fica escondida numa ruazinha em frente ao Rio Thu Bon, nas redondezas da Japanese Covered Bridge.
Ali, rolam apresentações de entre 30 minutos e 1 hora, com instrumentos tradicionais, danças típicas, teatro de marionete vietnamita e até jogos folclóricos.
Não espere encontrar um palco gigante nem produção cinematográfica, até porque o foco aqui é mostrar a cultura local de forma leve e acessível.
No geral, eu achei divertido, principalmente pela música ao vivo com instrumentos como o dan bau, que tem um som único. Sem contar que o ar condicionado funciona direitinho e salva muito nos dias mais quentes.
A entrada está incluída naquele ingresso da Cidade Antiga, então nem tem desculpa pra não conferir, hein?!
1.6 Templos de Hoi An
A maioria dos templos de Hoi An é dedicada a figuras ligadas ao budismo, ao confucionismo ou a divindades protetoras dos mares e dos comerciantes.
No total, há mais de dez na cidade. São construções antigas, muitas com mais de 200 anos, que resistiram bem ao tempo e mantêm uma atmosfera tranquila e cheia de simbolismo.
E pra não errar na hora de escolher qual visitar, separei três que, na minha opinião, merecem entrar no seu radar:
1.6.1 Templo Quan Cong
Tombado como Patrimônio Histórico e Nacional, o Templo Quan Cong é o mais conhecido da cidade e fica colado no Hoi An Market. Construído em 1653 por imigrantes chineses, é dedicado ao general Quan Cong, que assim como Guan Yu, é reconhecido por sua coragem e lealdade à sua nação.

Logo na entrada, reparei nas portas esculpidas como verdadeiras obras de arte. Lá dentro, uma estátua imponente do general domina o altar, cercada de flores, incensos e objetos cerimoniais.
Algumas pinturas nas paredes também chamam atenção, mas o que mais me marcou foi uma pequena exposição com os sapatos de lótus, usados por mulheres chinesas que tinham os pés enfaixados desde cedo, seguindo um costume cruel que associava pés pequenos à elegância.
Dá pra entrar com o bilhete da Cidade Antiga, só não esquece que fecha antes do fim da tarde.
1.6.2 Templo Phap Bao
Mais discreto e menos procurado, o Phap Bao é considerado o maior templo budista de Hoi An, e tem uma pegada bem diferente dos mais antigos da Cidade Antiga.

A entrada já te conquista, com um portão alto de três arcos em azul, que contrasta com o resto da fachada. Lá dentro, tudo é florido, limpo e bem cuidado.
Ele é bastante frequentado por monges e moradores da região. Então o silêncio ali não é opcional, é sinônimo de respeito, e isso só intensifica a vibe solene, quase meditativa do templo.
O jardim tem estátuas de Buda e dragões espalhadas, árvores floridas e alguns bancos. Eu parei ali por uns minutos só pra respirar, sem pressa, e foi daqueles momentos em que a gente para tudo só pra se sentir presente.
A entrada é gratuita, mas vale lembrar: como em qualquer templo budista, é importante se vestir com respeito, cobrindo braços e pernas.
1.6.3 Ba Mu Temple
Fechando o trio dos mais imperdíveis, está o Ba Mu Temple, que já chama atenção de longe com o portão cor-de-rosa, um dos cenários mais fotografados de Hoi An.

Ele foi construído durante o século 17 e fica numa travessa tranquila da cidade, cercado por lagos e restaurantes pequenos.
Antigamente, o templo era bem maior, mas foi praticamente destruído durante os períodos de guerra. O que sobrou foi o portão com três entradas, que acabou se tornando o símbolo de lá. Ele passou por uma restauração longa e só foi reaberto ao público em 2018.
O espaço é dedicado a diferentes divindades, incluindo as doze parteiras da mitologia vietnamita, que recebem as preces de quem deseja ter filhos ou viver uma gestação tranquila.
É uma visita rápida, mas com um contexto interessante por trás e, na hora certa do dia, ainda rende fotos lindas com o reflexo da água da piscina.
1.7 Hoi An Market
O Hoi An Market entrega aquela confusão boa que, no fundo, faz sentido. Ele junta tudo o que dá pra imaginar: barraquinhas vendendo bánh mì, bancas com peixe fresquíssimo, montes de verduras, temperos, roupas, incensos e até gente tentando te vender passeio de barco a todo custo.

Andar pelos corredores apertados é quase um exercício sensorial. Tem cheiro forte de erva fresca misturado com o de peixe grelhado, gente falando alto, motos passando no cantinho e, de repente, você esbarra num doce diferente ou num suco que nunca viu antes. Já passou por isso? Pior que eu até gosto desse “caos”, viu?!
Foi ali que experimentei o famoso cao lau num lugar bem simples, desses com banquinho de plástico e nada de cardápio cheio de frescura. Só pedi, sentei e comi. E vou te contar: foi uma das melhores refeições da viagem!
No meio do movimento, ainda dá pra achar umas lembrancinhas boas, como lanternas, artesanato e até roupas. Vá preparado pra um certo stress, porque os vendedores são bem insistentes e o inglês nem sempre funciona.
2. Encomendar roupas sob medida com alfaiates
Um dos clássicos de Hoi An é encomendar roupas sob medida com os alfaiates locais. Eles estão por toda parte na Cidade Antiga, e basta uma caminhada rápida pra você ver vitrines cheias de manequins com ternos, vestidos e peças sociais de todo tipo.

Confesso que achei curioso ver tantas alfaiatarias funcionando, principalmente vindo do Brasil, onde parece que isso tá sumindo cada dia mais. Aqui, ainda é comum, e todo mundo conhece alguém que já encomendou alguma roupa por ali.
Contaram pra a gente que a cidade tem centenas de alfaiates ativos, o que me fez entender por que tanta gente já chega com modelo e tecido em mãos. A promessa é ousada: deixar tudo prontinho em até 24h, com pagamento adiantado de 50% do serviço e direito a ajustes no dia seguinte.
Confesso que não encomendei nada, porque minha mala já estava estourando. Mas deu vontade, viu? Os preços são bons e, dependendo da loja, o resultado não decepciona.
A verdade é que como tudo é feito correndo, nem todas mantêm o mesmo padrão. Tem loja que entrega direitinho, mas tem outras que deixam a desejar. Por falar nisso, as que mais me indicaram foram a Ba Ri Tailor, que é excelente para a confecção de peças em linho, e a BeBe Tailor, outra que também acerta muito nos detalhes e acabamento.
3. Fazer uma aula de culinária em Hoi An
As aulas de culinária em Hoi An são uma das experiências mais gostosas, no sentido literal mesmo. E não só pela comida, mas por tudo que a gente aprende.

A maioria começa com uma visita guiada ao Hoi An Market, onde os ingredientes típicos do Vietnã ganham outro significado. É ali que a gente entende a importância das ervas, dos molhos e até das frutas mais diferentes.
Alguns passeios seguem com um trajeto de barco até áreas mais tranquilas, como o vilarejo de Cam Thanh. No caminho, você vai vendo o visual se transformar, com coqueiros, casinhas de madeira e canais que lembram até o interior do interior do Brasil. Algumas experiências ainda incluem um passeio nos barcos-cesto, que são um símbolo do Vietnã e rendem ótimas fotos.
A parte da cozinha acontece em um espaço todo montado, com estações individuais e ingredientes já separados. A ideia é preparar receitas típicas como rolinhos frescos, bánh xèo (uma espécie de panqueca crocante) e o famoso White Rose Dumpling, que é um bolinho delicado feito de arroz com recheio de camarão e molho agridoce.
No fim, rola uma degustação de tudo o que foi preparado e, olha, não sobra nada no prato.
O que eu fiz e recomendo é o passeio que combina uma ida ao mercado + canais de Cam Thanh e a aula de culinária, principalmente porque tudo é guiado por uma chefe divertida que explica com calma e ainda dá várias dicas práticas que a gente, definitivamente, não aprende na internet.
4. Festival das Lanternas
O Festival das Lanternas é, sem exagero, um dos momentos mais importantes e especiais de Hoi An. Acontece todo mês, durante a lua cheia, e enche a Cidade Antiga de luzes, música e pessoas caminhando devagar pelas margens do rio Thu Bon.

A tradição começou lá no comecinho do século 16, misturando influências do budismo e do confucionismo, que valorizam esse momento do ciclo lunar como tempo de renovação, reflexão e gratidão.
Como eu já tinha ido ao Festival das Lanternas na Tailândia, estava animada pra conhecer a versão vietnamita. A parte mais legal é comprar uma das lanternas com os vendedores que ficam ao redor do rio, subir num barquinho e soltar a lanterna nas águas, fazendo um pedido. O passeio de barco é curtinho, mas emocionante.
Eu fiz esse “ritual” perto da Japanese Covered Bridge, no comecinho da noite, e foi impossível não ficar encantada. A cidade já é bonita durante o dia, mas, nessa hora, fica inacreditável.
Durante o festival, você percebe que as ruas ficam mais cheias e tem apresentações culturais. O movimento começa no fim da tarde, logo que o sol de põe, indo até umas 22h.
E por mais turístico que pareça, não é artificial. As pessoas não estão só tirando fotos, estão parando, olhando, sentindo… De coração, foi nesse momento que entendi por que tanta gente fala de Hoi An com tanto carinho.
5. Hoi An Night Market
O Hoi An Night Market acontece ali na Nguyen Hoang Street, atravessando a ponte da Cidade Antiga, e começa a esquentar no fim da tarde, por volta das 18h.

Lá, tem de tudo um pouco: comida de rua, roupas, lanternas, pulseiras, lembrancinhas e uns doces diferentões que eu nem soube explicar, mas que provei mesmo assim.
É um mercado turístico, não dá pra negar, mas é gostoso de andar e sentir o clima da cidade depois que o sol se vai.
Foi ali que experimentei um dos melhores cao lau da viagem, e, como se não pudesse melhorar, ainda achei um quiosquinho vendendo tecido de Hoi An Silk Village.
A única coisa que não me agradou mesmo foi ter que ficar desviando de algumas bicicletas que passavam por ali quase na velocidade da luz. Fora isso, voltaria muito!
6. Passear de moto ou bicicleta
Como a maioria das ruas de Hoi An são planas, passear de moto ou bicicleta funciona super bem. É um jeito simples de circular tanto pela Cidade Antiga quanto por áreas mais afastadas, tipo os campos de arroz ou os vilarejos da região.

Até hoje lembro do dia em que nós fomos de moto e, no caminho, cruzamos uma ponte improvisada feita de bambu. Confesso que deu um frio na barriga na hora, mas no fim foi tranquilo e inesquecível. Cá entre nós, são essas surpresas no trajeto que acabam virando as melhores lembranças, né?!

Se quiser fazer esse passeio com mais estrutura, indico fazer um passeio de bike guiado pelo interior, que já inclui almoço na casa de uma família local. Além da sensação de liberdade do passeio, você tem uma noção de como é o dia a dia fora da parte mais turística do destino.

Alugar uma bike ou moto não é difícil, principalmente nas hospedagens ali pela Cidade Antiga ou perto da praia de An Bang. Só é bom evitar os horários mais quentes, porque pedalar no calorão é puxado. De resto, é só seguir no seu ritmo e curtir o caminho.
7. Passear de barco pelo rio Thu Bon
O rio Thu Bon corta Hoi An de um jeito que parece estar em todas as fotos, mas só quando você tá dentro de um barco, no meio da água, que entende o porquê dele ser tão especial.

Geralmente, os passeios começam ali na margem da Cidade Antiga, perto da ponte japonesa, e logo o barulho da rua some. Fica só o som do remo enquanto as paisagens vão se revelando devagar: casas antigas, vegetação nas margens e lanternas balançando no vento.
Durante o dia, o passeio já é bonito, mas à noite é outro nível. E é por isso que eu recomendo fazer um passeio de barco pelo rio Thu Bon à noite. É um programa que costuma ser curtinho (entre 15 e 20 minutos) e, nesse caso, já inclui a lanterna de papel, que você solta na água com um pedido.
A principal vantagem de fechar o passeio com antecedência é que você não precisa ficar negociando na hora, nem corre o risco de pagar mais caro por algo que não entendeu direito, até porque a maioria dos barqueiros não fala inglês.
8. Praia de An Bang
E se você achou que Hoi An não poderia surpreender mais, espere só até ver a Praia de An Bang com os próprios olhos. Ela fica pertinho da Cidade Antiga e tem uma vibe totalmente diferente: céu aberto, mar bonito e muita gente curtindo o dia do jeito que bem entende.

A faixa de areia é extensa e bem movimentada, com várias barracas, bares tocando música e o pessoal se dividindo entre as espreguiçadeiras e os esportes à beira-mar. Em uma única tarde, vi gente fazendo parasailing, jet ski e até aquele passeio de banana inflável, sabe?
Uma coisa que você precisa saber logo é que os chinelos serão seus melhores amigos por lá. O motivo? A areia esquenta que é uma beleza!
Se bater a fome, vá caminhando para o lado direito da praia, onde ficam os restaurantes mais em conta. Quase todos deixam você usar espreguiçadeira e guarda-sol sem pagar um extra por isso, é só consumir algo.
É um passeio gostoso pra encaixar no fim do dia, depois de andar bastante no centro. Fiquei por lá até o pôr do sol e, olha… difícil colocar em palavras, mas “inesquecível” dá conta do recado.
9. Ruínas do My Son Sanctuary
Patrimônio Mundial da Unesco, as Ruínas do My Son Sanctuary são um dos lugares mais importantes pra você entender a história antiga do Vietnã. Esse sítio arqueológico, que fica a cerca de 1h de Hoi An, já foi o centro religioso do Reino Champa, uma civilização hindu que habitou a região entre os séculos 4 e 13.

Hoje, o que restou foram dezenas de ruínas de templos construídos em tijolinhos vermelhos, rodeados por muita natureza e com cara de tesouro perdido no tempo.
Na minha vez, fui com um passeio guiado que não me deixou eu me preocupar com nada. Além de incluir almoço, o transporte já estava resolvido. Ao longo do passeio, o guia foi contando os detalhes das esculturas, das torres e dos rituais que rolavam ali – coisas que eu dificilmente saberia se estivesse indo por conta própria.
Em alguns momentos, parecia que eu estava em uma versão vietnamita de Angkor, só que menor e mais silenciosa. E faz sentido, viu? O guia contou que alguns dos símbolos usados na construção influenciaram outras culturas da região, como a Khmer e a Tailandesa. Dali em diante, eu fui só associando tudo que já tinha visto anteriormente nos outros países do Sudeste Asiático.
10. Marble Mountains
As Marble Mountains são um conjunto de cinco montanhas de pedra calcária e mármore que ficam entre Hoi An e Da Nang. Cada uma representa um dos cinco elementos da natureza: metal (Kim), madeira (Moc), água (Thuy), fogo (Hoa) e terra (Tho).

Além de serem importantes religiosamente, tudo gira em torno de uma lenda local curiosa: dizem que um dragão gigante botou um ovo na praia, e quando esse ovo se partiu, deu origem às cinco montanhas que vemos hoje.
Por lá, você vai encontrar templos budistas, como a Pagoda Linh Ung, a Tam Thai Pagoda e a Torre Xa Loi, além de algumas das cavernas mais impressionantes que já vi, como a Huyen Khong Cave, onde entra um feixe de luz natural pelo teto que parece coisa de filme, e a Tang Chon, que é toda esculpida e tem uma energia mais introspectiva.

Em algumas dessas cavernas, aliás, tem morcegos voando bem perto da gente. Então se isso te assusta, talvez seja bom se preparar psicologicamente ou evitar o passeio.
Na hora de subir, dá pra ir por uma escada tranquila ou pagar o elevador (pago à parte), que ajuda bastante se o calor estiver pegando forte. Mesmo assim, em alguns trechos a subida cansa um pouco, então o ideal é ir cedo (antes das 10h) ou no fim da tarde, quando o clima está mais ameno e a vista fica ainda mais bonita.
Turismo em Hoi An
Tá montando seu roteiro e quer garantir que não vai deixar passar nenhuma dica importante? Então bora conversar sobre outros pontos mais práticos: onde ficar, onde comer, como se virar por lá, qual a melhor época e outras coisinhas que só descobri depois que pisei na cidade.
Anota aí porque esses detalhes me ajudaram (e muito!) a curtir Hoi An do melhor jeito possível:
Onde ficar em Hoi An
Hoi An é compacta, então escolher onde ficar depende mais do que você quer pra viagem do que da distância. Quer acordar no meio da Cidade Antiga ou perto do mar? Ter isso em mente já é meio caminho andado!
Se você quiser ficar perto de tudo, o Allegro Hoi An é uma ótima pedida. É daqueles hotéis que você entra e já sente que acertou. A localização é excelente, os quartos são confortáveis e tem uma piscininha que ajuda nos dias mais quentes. Fora o café da manhã, que é caprichado.
Na mesma pegada, mas com um toque mais sofisticado, o Anantara Hoi An Resort fica de frente pra o rio, com um jardim super bonito, três restaurantes e uma arquitetura linda. É uma hospedagem que vai te conquistar de pouquinho em pouquinho, e quando você menos espera, percebe que está querendo voltar pra o hotel antes do fim do dia.
Agora, se a prioridade for gastar menos e ainda ficar bem localizado, o Hoi An Historic Hotel dá conta. Não tem o luxo dos outros, mas tem estrutura, uma piscina boa e está colado no centrinho. Fiquei com a impressão de que muita gente acaba esticando a estadia depois que percebe o custo-benefício.
Mas, se bater vontade de acordar perto do mar, o The Linh Seaside Villa Hoi An é acolhedor e fica pertinho da areia de An Bang. Tem esse clima de pousada, mas sem abrir mão do conforto, com direito a piscina e spa. Aqui, você toma café na varanda e já escuta o som das ondas.
Onde comer em Hoi An
A culinária de Hoi An é uma das mais únicas do Vietnã. A cidade tem pratos que você não encontra em nenhum outro lugar do país, como o cao au, um tipo de macarrão exclusivo de Hoi An, ou seja, você só pode comer lá! Ele é feito com massa de arroz, cozido em água retirada de um poço ancestral (Ba Le) com cinzas de uma árvore das Ilhas Cham.
Outra estrela da comida local é o White Rose, um bolinho de arroz recheado, delicado e bonito de ver.

Apesar de ser uma cidade turística, fiquei surpresa com a quantidade de lugares bons e com preços justos. Comi muito bem todos os dias, tanto em mercados de rua quanto em restaurantes mais estruturados. Então se você gosta de provar coisas novas e tem curiosidade sobre sabores diferentes, vai se divertir em cada refeição.

Confira os que mais curti conhecer:
- Faifo Coffee | Um dos cafés mais legais da cidade. O destaque não é só o café (que é gostoso) mas a vista do terraço. Fica no meio da Cidade Antiga, então dá pra subir e ver o mar de telhados amarelos com as montanhas ao fundo. Dá vontade de ficar lá à toa, tomando um expresso e curtindo a paisagem.
- Morning Glory | Restaurante famoso com pegada tradicional, fica na Cidade Antiga, a poucos minutos do rio Thu Bon. Achei o ambiente acolhedor. O cao lau de lá é muito bem feito, e a crispy pancake também vale a pedida.
- Madam Khanh | É ainda mais simples, estilo lanchonete local, mas com um dos melhores Bánh mì que comi em todo o Vietnã. Fica pertinho do miolo da Cidade Antiga.
- Vy’s Market Restaurant | Uma mistura de restaurante e escola de culinária, perfeito pra você comer e aprender ao mesmo tempo. A estrutura é toda organizada por “estações de comida” e fica do outro lado da ponte. O cao lau daqui também é uma delícia!
Como chegar em Hoi An
Apesar de Hoi An não ter um aeroporto ou estação de trem próprios, chegar lá é mais fácil do que parece. Dá pra combinar diferentes meios de transporte e escolher o que faz mais sentido pra o seu tempo, bolso e disposição. Olha só:
Avião
Se você está vindo de outra região do Vietnã (ou mesmo de fora), o jeito mais prático de chegar em Hoi An é aterrissar em Da Nang, que fica a uns 30 km de distância. O aeroporto é bem conectado, então é comum achar voos saindo de lugares como Hanói, Ho Chi Minh ou até Bangkok.
De lá até Hoi An, o caminho é tranquilo. Tem táxi, carro por app e até transfer que dá pra reservar antes, isso ajuda muito se você tiver com mala grande ou chegar tarde.
Trem
Agora, se você curte uma viagem mais contemplativa (e tem tempo sobrando), pode ir de trem até Da Nang também. A estação fica no centro da cidade e o trajeto entre Hue e Da Nang, por exemplo, tem uma vista linda da costa.
O porém é que… bom, trem no Vietnã não é o meio mais rápido, e também não é super barato. Além disso, chegando em Da Nang, você ainda vai ter que arranjar um jeito de completar o trajeto até Hoi An.
Ônibus
Ir de ônibus é a forma mais econômica, mas também a mais cansativa. Tem o famoso open bus ticket, que você pode usar pra ir parando em várias cidades. Agora, conforto não é o forte desses ônibus, viu? Os assentos reclinam, mas nem sempre dá pra dormir bem, e algumas estradas são bem esburacadas.
Se for por esse caminho, recomendo dar uma olhada no site da 12GoAsia, que eu usei no Sudeste Asiático e nunca tive problema. Eles mostram horários, preços e avaliações de diferentes empresas, então facilita bastante.
Como se locomover em Hoi An
No centrinho, andar a pé resolve tudo. Boa parte da Cidade Antiga é fechada pra carros e motos, então não tem muito como escapar. Só tem que lembrar de colocar um calçado confortável, porque você vai andar bastante, mesmo que sem perceber.
Pra ir até outras áreas, como Tra Que ou Cam Thanh, a bicicleta funciona direitinho. É quase tudo plano, então dá pra pedalar numa boa.
Por fim, a moto pode ser uma boa aliada pra explorar os arredores de Hoi An, principalmente se você quer liberdade pra montar seu próprio roteiro. Mas vale dizer que, dentro da Cidade Antiga mesmo, ela não serve pra muita coisa. O acesso é restrito, então você acaba tendo que deixar a moto de lado boa parte do tempo.
Melhor época para conhecer Hoi An
Os meses mais secos vão de fevereiro a abril. Peguei tempo firme, sol todos os dias e achei o clima bem agradável. Essa é a época ideal, na minha opinião, porque a cidade fica linda e as festas acontecem com mais frequência.
Se você pretende viajar entre outubro e janeiro, fica o alerta: é justamente quando mais chove por lá. E não é só uma garoinha, viu? Dependendo da época, pode ter alagamento em algumas áreas da Cidade Antiga.
Por fim, eu indico tentar casar a viagem com o Festival das Lanternas que rola todo mês no 14o dia do calendário lunar e é imperdível!
Quantos dias ficar em Hoi An
Recomendo entre três e quatro dias inteiros pra curtir sem correria. Dois dias até funcionam, mas ficam apertados pra ver a Cidade Antiga com calma, fazer um tour ou curtir a praia de An Bang, por exemplo.
Fiquei quatro noites e achei um tempo excelente. Deu pra incluir a ida às ruínas de My Son, uma aula de culinária, passeio de barco e ainda sobrou tempo pra andar sem rumo entre as lanternas e casarões amarelos.
Veja como organizar os seus dias por lá:
Sugestão de roteiro de 4 dias em Hoi An, Vietnã
Dia 1 | Comece explorando a Cidade Antiga a pé: vá com calma entre as casas históricas, a Japanese Covered Bridge, o Hoi An Market e alguns assembly halls. Termine o dia com um passeio de barco no rio Thu Bon.
Dia 2 | Dedique a manhã às Marble Mountains e volte antes do almoço. À tarde, visite mais museus ou templos que ficaram de fora do dia anterior. Finalize com o Night Market, que começa no fim da tarde e vale muito pelo clima e pelas comidinhas de rua.
Dia 3 | Reserve esse dia pra um passeio guiado de bicicleta ou moto pelo interior. Inclua uma aula de culinária, que geralmente já vem com visita ao mercado e almoço incluso. Volte sem pressa pro centrinho.
Dia 4 | Guarde o último dia pra relaxar na Praia de An Bang. Chegue no fim da manhã, almoce por lá, aproveite as espreguiçadeiras e fique até o pôr do sol. Se tiver pique à noite, volte pra o centro só pra caminhar sem compromisso.
Mais dicas de viagem para o Vietnã
Moeda e Câmbio | A moeda usada é o Dong Vietnamita (VND). As notas são altas, então não estranhe ver muitos zeros. Nem sempre dá pra pagar com cartão, então levar dólares em espécie resolve muito. Eu costumo usar a Confidence Câmbio no Brasil pra trocar reais por dólar.
Idioma | A língua oficial é o vietnamita, mas diferente de vários países da Ásia, aqui eles usam o alfabeto latino. Isso ajuda na hora de ler placas, menus ou endereços. No dia a dia, é comum lidar com gestos e tradutor no celular, o que já resolve muita coisa.
Mala | A temperatura costuma ser quente e úmida, então roupas leves são prioridade. Um chinelo, uma capa de chuva e algo pra proteger do sol também ajudam. Já fiz um post com tudo que levo em viagens pro Sudeste Asiático, tá aqui: o que levar pra Tailândia e Sudeste Asiático.
Roteiro pelo Sudeste Asiático | Quem estiver pensando em incluir Hoi An num roteiro maior, pode dar uma olhada nesse post com sugestão de roteiro entre 20 e 30 dias pela região. Tem dicas de deslocamento, tempo ideal em cada parada e uma ideia geral de logística: roteiro Sudeste Asiático 20 a 30 dias.
Transporte | Pra reservar trem, ônibus ou barco no Vietnã, costumo usar o site da 12GoAsia. Funciona bem, já me poupou tempo e confusão em vários trechos. É uma boa alternativa pra evitar perrengues com bilheterias ou agências locais.
Mapa de Hoi An
Já salva esse mapa que eu fiz com todas as atrações citadas no post:
Agora saber o que fazer em Hoi An já não é mais um mistério!
Fala sério: depois de tudo isso, ficou fácil entender por que a cidade é uma das queridinhas do Vietnã.
Quando for, passa aqui de novo pra contar como foi a viagem. Vou curtir saber da sua experiência por lá! Boa viagem!
Nós agradecemos seu apoio! Nós nos esforçamos para manter o blog atualizado, mas alguns detalhes podem sofrer alterações a qualquer momento. Sempre confirme datas, preços e informações.








Ei Xará! Adorei o post. Gostei do lance de fazer roupa sob medida. E o passeio de bike. Que hotel fantástico, hein??? Adorei tudo kkkk Parabéns
Um encanto seu post. Confesso que nunca pensei em ir ao Vietna, mas gostei do que li.
Muito legal… mas confesso que nunca havia me interessado pelo Vietna, mas com tudo isso sobre Hoi An, comecei a reconsiderar.. Parabéns.
Meu interesse pelo Vietnã também apareceu quando eu comecei a ler relatos de pessoas que já tinham ido pra lá. Adoramos nossa viagem pelo país!
Estamos doidos para conhecer! Adorei o relato e as dicas!
Que bom que gostou! Vale muito a pena mesmo conhecer Hoi An!
Sempre tive vontade de conhecer o Vietna, acho a história deles bem interessante e também a cultura. Como já ta na lista de lugares, seu post ta guardado com carinho para quando estivermos com nosso roteiro em mãos. ;-D
Oi Anderson, obrigada pelo carinho e fico feliz que o post seja útil. Se for mesmo pra lá, depois conta como foi a viagem. E se precisar de qualquer ajuda estamos aí! Um abraço!
Ahhh! Que linda! Gostei muito! Já estou planejando a viagem mais pro fim do ano e agora, Hoi An estará no roteiro! 🙂
Não vai se arrepender de conhecer Hoi An, te garanto! Depois volta aqui pra contar como foi a viagem! Um abraço 🙂
Uau Adriana, post completissimo! Até eu que. Unca tinha ouvido falar em Hoi An estou apaixonada. Andar de bicicleta e comer comida vietnamita me conquistaram total
Bjs
Dani Bispo
abolonhesa.com
Oi Dani, obrigada! Tem muita coisa boa pra se fazer lá, mas a comida… ficou guardada em um lugar especial no meu coração. É boa demais!! Um beijo!
Minha parte preferida foi a hospedagem, que hotel lindo, já me vi ali hahaha Brincadeiras à parte, recentemente fiquei curiosa com o Vietnã, ainda não tinha vontade de conhecer esse país, mas ao ler alguns posts de outros blogs e esse seu fiquei mais curiosa ainda, gostaria de montar um roteiro pra lá. Beijos.
Oi Paula! Uma boa hospedagem contribui muito para a experiência positiva em um lugar né? Eu também era assim, quanto mais lia sobre o Vietnã, mais vontade me dava de ir pra lá. E foi uma viagem incrível! Se quiser conferir aqui no blog, tem mais dicas do Vietnã. E se precisar de uma ajuda, só entrar em contato. Um beijo!
Eu amei Hoi An! Lugarzinho incrível e muito acolhedor! Só tive experiência boa por lá! Esse post me fez sentir saudade!
Oi Naná! Ainda não conheci ninguém que não tenha gostado de Hoi An. É muito gostoso né? Um abraço!
O Vietnã está na minha lista faz tempo. Um sonho mas chego lá. Uma viagem completa, história, natureza, gastronomia. Adorei o teu roteiro e as dicas. Parabéns.
Obrigada Adelaide! Que bom que gostou do roteiro.
Vietnã é mesmo um destino completo, recomendamos muito. Um abraço!
Oi, Adriana!
Que coisa mais linda essas lamparinas, só elas já me fariam (ou farão!) incluir Hoi An em um roteiro por lá.
Obrigada por compartilhar informações tão completas! Uma hora volto aqui… 😉
Oi Gabi! Eu também fiquei encantada com Hoi An antes mesmo de chegar lá, só de ver as fotos. Mas ao vivo é ainda mais lindo! Não irá se arrepender se decidir conhecer Hoi An.
Obrigada pela mensagem e volte sempre aqui 🙂
Sempre ouvi dizer que Hanoi é das cidades mais poderosas do Sudeste Asiático! Adorei ler este artigo, excelentes fotos e dicas muito úteis, obrigado!
Ahhhhhh, não vemos a hora de chegar em Hoi An e andar de Vespa!! Hahahaha Nós ficamos morrendo de vontade depois de ver as fotos de vocês no Instagram! <3 🙂
E esperamos encontrar vocês em breve! (y)
Eeee Bruno! Esse passeio é a cara de vocês, não deixem de fazer! Já tá na hora de nos esbarrarmos pelo mundão novamente. Beijo grande pra vcs!