MAL DE ALTITUDE: O QUE É SOROCHE, COMO PREVENIR E ALIVIAR SINTOMAS

Confira todas as dicas para sua viagem nas alturas ser o mais tranquila possível

  • Adriana
  • -
  • 9 de agosto de 2018
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Também conhecido como mal de altitude ou mal agudo de montanha, o tal do soroche é um bicho-papão que pode aparecer durante sua viagem para destinos que ficam muito acima do nível do mar. Na verdade, o soroche é considerado uma doença relacionada com a dificuldade de adaptação de uma pessoa em ambientes com ar rarefeito.

Ou seja: se você for para alguns destinos como Cusco e Machu Pichu (no Peru), La Paz, Sucre e Potosí (na Bolívia), Andes ou qualquer outro lugar localizado acima dos 2.400 metros de altitude… o soroche pode aparecer. Essas regiões apresentam menor pressão atmosférica, diminuindo a quantidade de oxigênio disponível no sangue e causando algumas reações bem chatinhas.

Mal de altitude
Trilha a caminho de Pisaq a 3.000m acima do nível do mar

Tem gente que não sente absolutamente nada, enquanto outros sofrem bastante. E sabe qual a questão? Não dá para saber de antemão como seu corpo irá reagir!

Mas não se preocupe: nesse post vamos mostrar tudo que você precisa saber sobre o mal de altitude, para garantir uma viagem sem maiores preocupações. Conheça os sintomas e veja como preveni-los. Vamos também falar da nossa experiência com o soroche e dar todas as dicas para sua viagem nas alturas ser o mais tranquila possível.

Vai para um destino em alta altitude? A primeira coisa no seu planejamento de viagem deve ser contratar um seguro viagem. Nós precisamos de atendimento médico por causa do soroche, então viaje com segurança você também! Sugerimos fazer uma busca pela Segurospromo, um site que compara preços e dá uma enorme variedade de opções de seguro. Aproveite para usar nosso código EMALGUMLUGAR5 e ganhar 5% de desconto!

Causas do soroche: o que provoca o mal de altitude?

Todo organismo possui uma quantidade de oxigênio essencial para a sua sobrevivência, que é absorvido por meio da inspiração. O que acontece é que em locais com altitudes acima de 2.400 metros, a pressão atmosférica diminui e o ar se torna rarefeito.

Na tentativa do nosso organismo se adaptar ao ambiente, a gente começa a respirar com dificuldade: a quantidade de oxigênio diminui e os sintomas de mal estar, conhecido como soroche, podem aparecer.

Quem pode sentir soroche? Será que eu vou sofrer com o mal de altitude?

Qualquer pessoa pode sentir o mal de altitude. Aqueles que estão acostumados a viver em lugares próximo ao nível do mar ou em altitudes baixas estão mais propícios a sentir os efeitos do soroche.

Mas na verdade, não há regras. Por exemplo, um bom condicionamento físico não é garantia de que a pessoa não sofrerá os efeitos da altitude elevada: existem vários relatos de viajantes maratonistas que sentiram o mal de altitude. Assim como há pessoas sedentárias e com problemas respiratórios que se saíram muito bem nas alturas.

Entretanto, alguns grupos podem estar mais propícios a apresentar sintomas de soroche: mulheres, pessoas com mais de 46 anos, quem sofre com enxaqueca ou tem problemas de hipertensão são alguns exemplos. Mas lembre-se: não é uma regra. Cada corpo se ajusta de uma forma.

Como se prevenir do soroche?

Alguns cuidados podem ser tomados para se prevenir do mal de altitude. Porém, não há garantia que você ficará imune a ter um mal estar. De qualquer forma, não custa nada prevenir né? Veja o que você pode fazer para evitar ou reduzir os efeitos do soroche:

Beba muita água

Regra número 1: você precisa manter o corpo hidratado o tempo todo. Seu corpo já estará sendo sobrecarregado com a falta de oxigênio – e os sintomas podem ser ainda piores se também faltar água pro organismo se manter em um bom funcionamento. É indicado inclusive aumentar seu consumo médio de água.

Mal de Altitude
Se possível, dobre o seu consumo médio de água

Alimente-se bem

Isso significa não fazer refeições pesadas, principalmente à noite. Dê preferência a comidas leves como saladas, frutas, legumes, verduras e cereais. Ou pelo menos não abuse do prato cheio.

Lembre-se que durante a digestão o sangue se concentra no estômago, deixando o cérebro menos irrigado – momento em que os sintomas do soroche podem aparecer com mais intensidade.

Faça aclimatação

Se a sua viagem é flexível, você pode ir aos poucos subindo de altitude. Ou ainda, reservar algum tempo para aclimatação. Essa é a melhor forma de fazer seu organismo ir se adaptando mais lentamente, sem um choque brusco do tipo: “tô entendendo nada, cadê o oxigênio que tava aqui ainda pouco? Surtei!”

Um exemplo: para quem vai viajar pelo Deserto do Atacama, deve começar a fazer os passeios de menor altitude, deixando a visita ao Vulcão Lascar para o último dia. Assim seu corpo vai se ajustando à falta de oxigênio de maneira mais gradual.

Outro exemplo: vai para o Peru fazer o clássico Cusco – Machu Picchu? Reserve um ou dois dias extras em Cusco para que seu corpo se ajuste à mudança de altitude. A melhor pedida é fazer repouso e manter um ritmo mais lento nos primeiros dias em alta altitude.

Ande devagar

Andar em passos lentos não foi uma escolha consciente para mim: foi uma situação imposta pela falta de ar! Subir um lance de escada ou uma ladeira simples pode parecer o final de um treinamento aeróbico. Então faça tudo sem pressa, para não forçar ainda mais seu organismo.

Você pode fazer longas caminhadas, mas faça isso pausadamente. Evite o esforço físico porque pode agravar o quadro de soroche, já que irá forçar a respiração.

Aí você me pergunta: e para passeios e trekkings que exigem esforço físico, como Rainbow Moutain (perto de Cusco), Laguna 69 (em Huaraz) ou Vulcão Láscar (no Atacama)? Como vou sobreviver ao mal de altitude nesse caso? É simples: respeite seu corpo.

Mal de altitude
Caminhando lentamente pelas ruas de Potosí

Na hora de fazer esses tours, procure uma agência com boa reputação, que ofereça suporte como balões de oxigênio por exemplo. Vá no seu ritmo, mantendo o pensamento positivo e a respiração lenta e constante – mas não desconsidere desistir caso seja necessário.

Mastigue folhas de coca

Mascar folhas de coca já é uma tradição dos povos andinos e que realmente ajuda a evitar os sintomas do soroche. A coisa mais comum na Bolívia é ver o povo com um bolinho de folhas de coca na boca, fazendo um voluma na bochecha.

Os efeitos da folha de coca são mesmo terapêuticos, então por que não experimentar? Já aviso que o gosto não é dos melhores, parece espinafre mais amargo, segundo o Caio, mas se traz algum alívio… a gente nem pensa duas vezes!

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Folhas de coca são vendidas em vários mercados de rua e supermercados também

Use outras variações da folha de coca

Se você achar o gosto muito ruim ou concluir que folha de coca realmente não é algo agradável para se mastigar… tente outras formas. Algumas opções são bala de coca, bombom de coca, chá de coca… Nesse caso, a concentração de coca será menor e você deverá ingerir em maior quantidade para sentir algum efeito.

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Chá de Coca ou Matte de Coca como chamam nos países como Peru e Bolívia

Bombinhas de oxigênio

Um recurso SOS que pode ser um bom alívio: bombinhas de oxigênio. Como já falamos, o mal de altitude é causado pela baixa concentração de oxigênio no ar rarefeito. Um empurrãozinho com uma bombinha de O2 pode ser a garantia de um suspiro quando você estiver mais ofegante.

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OxiShot uma garrafa de oxigênio comprimido para ajudar com o Soroche em casos de emergência.

Nós compramos nosso OxiShot na Bolívia, mas vimos vendendo também em algumas farmácias no Peru. Lembrando que isso é um recurso SOS, não é para ficar usando o tempo todo. Se sua falta de ar estiver em um nível insuportável, o melhor mesmo é procurar atendimento médico.

Use o Sorojchi Pill

O sorojchi pill é um comprimido bem conhecido para aliviar os sintomas do soroche. É um medicamento fácil de encontrar em qualquer farmácia pela Bolívia ou Peru. Mas vale dizer que ele é um remédio para aliviar e “mascarar” os sintomas, não agindo na origem do problema. Sua fórmula é basicamente cafeína, ácido acetilsalicílico e salofeno, funcionando bem para dores de cabeça e enjoos.

Mal de altitude
Sorojchi Pills é vendida na maioria das farmácias

Uso de medicamentos como Acetazolamida

Existe um remédio bem conhecido para a prevenção ou combate aos efeitos do mal de altitude: ele se chama Acetazolamida, no Brasil tem o nome comercial de Diamox. Ele funciona de forma diferente das soroche pills, já que ajusta seu corpo para os efeitos da altitude, ao invés de apenas aliviar os sintomas.

Para tomar esse remédio, você deverá consultar um médico. Ele irá analisar alguns fatores para te indicar a posologia exata, levando em consideração seu histórico, seu tempo de permanência na altitude e outras coisas.

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Medicamentos a base de Acetazolamida

É nesse caso aqui que indicamos fortemente a Medicina do Viajante, onde você pode ser atendido por um médico que, como o termo já diz, é especializado em pacientes que irão viajar. Algumas (das muitas) coisas que esse médico faz é analisar risco de doenças num determinado lugar, indicar vacinas e, no caso de destinos de altitude, indicar o uso de medicamento específico. Pra saber mais é só conferir nosso post.

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Quais os sintomas do soroche?

Para saber se você está sofrendo de soroche é preciso ficar atento aos sintomas, já que a doença está ligada a problemas físicos e fisiológicos. Geralmente, os sintomas surgem logo na sua chegada à cidade, mas algumas pessoas só começam a sentir depois de alguns dias – o que foi meu caso.

Os sintomas mais comuns do mal de altitude:

  • Fortes dores de cabeça;
  • Tontura;
  • Náusea e vômitos;
  • Insônia;
  • Falta de apetite;
  • Cansaço geral;
  • Mal estar;
  • Fadiga;
  • Enjoo;
  • Dispnéia noturna súbita (quando você acorda no susto porque não está conseguindo respirar).
  • Aumento da pressão arterial

Quando é necessário buscar atendimento médico?

Como falamos, alguns sintomas de soroche são considerados muito comuns quando a pessoa chega a uma região muito acima do nível do mar. Seguindo as recomendações, o mal de altitude deverá causar um incômodo “administrável”. Ele tende também a aliviar ao longo do tempo, à medida em que seu corpo for se adaptando.

Porém se os sintomas persistirem ou se o incômodo estiver muito grave, procure um médico.

Há também casos mais extremos, em que reações mais fortes podem acontecer – nesse caso uma visita ao médico é indispensável. Veja quais são esses sintomas:

  • Alucinações;
  • Perda da coordenação motora ou da fala;
  • Muita falta de ar, mesmo estando em repouso;
  • Excesso de cansaço e sonolência;
  • Tosse espumosa ou com sangue;
  • Alterações visuais

Nesses casos, é realmente importante uma análise clínica para afastar uma evolução para problemas mais graves. Em situações mais extremas, o mal de altitude pode inclusive causar um edema cerebral ou um edema pulmonar de altitude.

É por isso que reforçamos: respeite os limites do seu corpo. Não é para deixar de viajar, nem ficar paranoico com os efeitos do soroche. Basta observar seu organismo.

E claro, nem pense em viajar sem um Seguro Viagem. Lembre-se de consultar o site SegurosPromo e aproveitar 5% de desconto com o código EMALGUMLUGAR5. Nós dois tivemos que usar nosso seguro viagem na Bolívia por causa do soroche. Agora senta que lá vem nosso “caso de amor” com o mal de altitude.

Como foi nossa experiência com o soroche

É claro que não poderíamos passar ilesos contra o mal de altitude: ele veio nos visitar e nos acompanhou com força por um bom tempo. Acompanhe nossa novela com o soroche – com muito drama e final feliz.

Mal de altitude
Uma parada para respirar!

Versão da Dri

Eu tinha imaginado que soroche era uma coisa chata e que certamente eu teria durante a viagem, porque sou toda complicadinha de saúde mesmo. O que eu não imaginei é que eu ia sofrer pra car@!”&$o com isso!

Eu até comecei bem: tomei o remédio Diamox conforme a médica havia orientado e fui toda feliz e contente pra Sucre, a primeira cidade alta do nosso roteiro, a 2.900m de altitude. Não senti nada e achei que ia passar ilesa pelo mal de altitude. Até que…

Saí de Sucre e cheguei em Potosí, aos 4.000m, e o pesadelo começou. A falta de ar virou minha companheira até de madrugada, e ainda chamava uma dor no peito e um enjoo pra darem um plus na experiência.

Por incrível que pareça não tive dor de cabeça, um dos sintomas mais comuns do soroche. Longas caminhadas se tornaram um exercício intenso, subir ladeiras beiravam quase a tortura. Mas eu não desisti: adotei o ritmo “devagar e sempre” – e continuo afirmando que Potosí foi um dos lugares mais legais que conhecemos na Bolívia, mesmo com o mal estar!

No último dia em Potosí o mal estar beirava o insuportável e, conforme já desconfiava, minha pressão arterial estava alta – mesmo com o medicamento de uso diário. Era hora de procurar um médico.

Em La Paz, eu e Caio tivemos que acionar o seguro pelo menos 3 vezes para atendimento: foram 2 idas a um clínico geral e uma visita a um cardiologista para ajustar medicamentos e seguir viagem em paz.

Mal de Altitude
Dri dando uma respirada com oxigênio.

Talvez não fosse preciso isso tudo se nossa estadia em alta altitude fosse por um curto período. Porém nossa viagem seguiu pelo Peru, onde ainda nos manteríamos acima dos 3.500. No total foi mais de um mês de viagem nas alturas, entre Bolívia e Peru.

Com o ajuste de medicamentos a pressão ficou controlada e o mal estar deu um alívio. Mas a falta de ar seguiu firme e forte comigo durante todo o período. O enjoo também dava o ar da graça com uma certa frequência, mas tudo ficou mais administrável.

Para mim, o pior mesmo foi abrir mão de passeios que exigiam esforço físico, porque eu simplesmente não conseguia respirar se subisse mais de 3 lances de escada.

De qualquer forma, sobrevivi e estou aqui contando a história. E pergunta só se eu não faria tudo de novo? Claro que sim! Sigo sem traumas contra o soroche e sem negar um próximo destino nas alturas.

Versão do Caio

Poderia contar em 2 linhas a experiência do Caio com o soroche: embora o corpo dele tenha sentido o mal de altitude, com ele foi tudo muito mais simples – ele praticamente não passou mal.

O Caio sentiu falta de ar e viu o ritmo dele diminuir, mas não dá nem para comparar nosso “desempenho” nas alturas. Ele fez todos os passeios que eu não pude ir, sempre chegava na frente na hora de subir as escadas e o máximo de reclamação foi uma dor de cabeça no primeiro dia.

Tudo estava indo bem, até que ele se deu conta que a pressão dele também estava alta – e ele não sentia nenhum sintoma. O Caio também é hipertenso controlado, isso significa que o remédio do dia-a-dia também não estava fazendo efeito para ele.

Como bom casal unido que somos, nossas visitas ao médico foram juntinhos. Um tanto intrigante para o nosso seguro viagem, mas sim: os dois precisavam de atendimento. Algumas trocas de medicação depois, o quadro do Caio estabilizou. E ele seguiu viagem feliz da vida, fazendo trilhas e registrando os lugares lindos que eu não pude ver.

Relembrando: não viaje sem seguro viagem!

Considerando nossa experiência, ficou claro que não dá para arriscar de viajar sem seguro viagem, né? Nós fechamos o nosso com a SegurosPromo, um site que funciona como um buscador e mostra as melhores opções. Não esqueça de usar nosso código EMALGUMLUGAR5 e para garantir 5% de desconto!

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